EUA têm mais de 100 pessoas detidas por vandalismo em estátuas

'A anarquia em nossas ruas é inaceitável', declarou a porta-voz da Casa Branca Kayleigh McEnany e ainda criticou os democratas 

Estátua de Cristovão Colombo coberta e protegida por policiais nos EUA

Estátua de Cristovão Colombo coberta e protegida por policiais nos EUA

TANNEN MAURY/ EPA/ EFE/ 27.05.2020

Mais de 100 pessoas foram presas nos Estados Unidos por vandalizarem estátuas e monumentos em meio aos protestos por igualdade racial e contra a brutalidade policial que abalaram o país, enquanto 200 investigações foram abertas por terrorismo doméstico, segundo informações divulgadas pela Casa Branca nesta segunda-feira.

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"A anarquia em nossas ruas é inaceitável", declarou a porta-voz da Casa Branca Kayleigh McEnany, durante entrevista coletiva, na qual também atacou o que chamou de "liderança fracassada" dos democratas.

Após críticas do governo do presidente Donald Trump sobre a remoção de estátuas e outros símbolos dos Estados Confederados - defensores da escravidão durante a Guerra Civil -, a porta-voz destacou: "A lei e a ordem são os blocos de construção do sonho americano, mas se a anarquia prevalecer este sonho desmorona".

McEnany afirmou que o Departamento de Justiça prendeu mais de 100 pessoas por pintarem propriedades federais e apresentou acusações no tribunal contra quatro homens que supostamente tentaram derrubar a estátua do ex-presidente Andrew Jackson, localizada no Lafayette Park, em frente à Casa Branca.

A porta-voz disse também que, para impor o Estado de Direito, procurador-geral William Barr formou uma força-tarefa contra o que ele chamou de "extremistas antigovernistas violentos", com o apoio de procuradores em Nova Jersey e no Texas.

Os eventos oficiais listados em Minneapolis, onde a morte de George Floyd, um homem negro de 46 anos, sufocado por um policial branco, em 25 de maio, provocou protestos que se espalharam por todo o mundo.

McEnany ainda se referiu a uma morte e "múltiplos tiroteios" em Seattle, onde os manifestantes nomearam uma área onde estavam hospedados como Protesto de Ocupação do Capitólio, assim como as 11 pessoas que foram feridas em menos de 12 horas em Nova York ou os 61 atingidas por balas em Chicago.

"A destruição desenfreada das estátuas não faz parte de nenhuma ideologia, mas esta anarquia é auxiliada pela falida liderança democrata", criticou, em alusão ao fato de que essas áreas são governadas por prefeitos ou governadores de partidos da oposição.