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EUA tentam aplacar fúria saudita por causa do Irã e da Síria

Internacional|Do R7

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PARIS/KUWEIT, 21 Out (Reuters) - O secretário norte-americano de Estado, John Kerry, buscou nesta segunda-feira acalmar as tensões com a aliada Arábia Saudita, que rejeitou uma vaga no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) em protesto contra a inação internacional a respeito da Síria.

O chanceler saudita, príncipe Saud al-Faisal, recebeu Kerry para almoçar em sua residência particular em Paris, após Riad receber elogios de outros governos árabes por sua posição de protesto.

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Uma fonte graduada do Departamento de Estado disse a jornalistas após o almoço que Kerry citou a Faisal as vantagens de ser membro temporário do Conselho, órgão que pode ordenar ações militares, instituir sanções e estabelecer missões de paz.

"O secretário Kerry transmitiu que, embora caiba à Arábia Saudita tomar a decisão, os EUA valorizam a liderança saudita na região e na comunidade internacional", disse a fonte. "Uma vaga no CS da ONU garante aos Estados membros a oportunidade de se envolverem diretamente (na solução de grandes problemas mundiais)."

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Divergências entre membros permanentes do Conselho de Segurança impedem que a ONU tome qualquer medida no sentido de acabar com a guerra civil da Síria, que já dura mais de dois anos e meio. Rússia e China, por exemplo, têm bloqueado qualquer tentativa de sanção contra os sírios.

A Arábia Saudita apoia os rebeldes sunitas que tentam derrubar o regime de Bashar al-Assad, que por sua vez tem o apoio do Irã, importante rival regional de Riad.

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A frustração saudita com Rússia e China agora se estendeu também aos EUA, não só por causa da Síria, mas também por Washington ter aquiescido com a derrubada do ditador Hosni Mubarak no Egito, em 2011, e se mostrar agora disposto a selar um acordo nuclear com o Irã.

Até hoje, nunca um país havia renunciado a uma vaga do Conselho depois de ser eleito para um mandato rotativo de dois anos. A Arábia Saudita deveria assumir seu lugar em 1º de janeiro, mas anunciou na semana passada que não o faria.

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Além de citar sua insatisfação com a situação na Síria, a Arábia Saudita disse também que o Conselho precisaria passar por reformas não especificadas.

(Reportagem adicional de Amena Bakr, em Doha; e de Ali Abdelatti, no Cairo)

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