EUA usam inteligência como moeda de troca na guerra da Ucrânia, diz especialista
Zelensky acusa parceiros de não informarem previamente sobre ataque russo; Trump nega interrupção do fornecimento de informações
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
Há um descompasso entre o discurso político dos Estados Unidos e a realidade operacional vivida pela Ucrânia em meio à guerra com a Rússia, afirma o pesquisador Lier Ferreira. Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (14), ele analisa a declaração de Donald Trump sobre a continuidade do compartilhamento de informações de inteligência com Kiev.
A fala se deu como resposta à acusação do líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, de que parceiros deixaram de avisar sobre um ataque russo com mísseis balísticos. “O que a gente está percebendo aqui com muita clareza é o uso da informação de inteligência como instrumento de coerção diplomática”, aponta o especialista, que destaca a vulnerabilidade tática que a dependência dos EUA gera para a Ucrânia.
“Os parceiros europeus não dispõem de capacidade equivalente e, embora Donald Trump declare publicamente que o compartilhamento de informações seja contínuo e permanente, está claro que o relato de ataque sem aviso prévio funciona, na verdade, como uma advertência prática. Ou seja, a inteligência passa a ser tratada como moeda de troca”, explica Ferreira.
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