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Europa celebra fim de 8 anos de resgate econômico da Grécia

O comissário francês, Pierre Moscovici, garantiu que a Comissão Europeia irá trabalhar duro para que os 'sacrifícios do passado não sejam em vão'

Internacional|Do R7

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Grécia permanecerá submetido a vigilância até 2022
Grécia permanecerá submetido a vigilância até 2022

O comissário europeu de Assuntos Econômicos, Pierre Moscovici, celebrou nesta segunda-feira (20) o fim "histórico" de oito anos de programas de resgate da economia da Grécia, que ele considerou que foram "dolorosos" para o povo grego.

Moscovici qualificou de "histórico para todos e, em primeiro lugar, para o povo grego", o ponto final oficial de três programas consecutivos de assistência ao longo de oito anos "dolorosos", em uma entrevista coletiva por ocasião da conclusão do terceiro e último resgate concedido ao país, neste caso pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE).

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"Seguiremos ao lado da Grécia, trabalharemos duro para que os sacrifícios do passado não sejam em vão", garantiu o comissário francês, que anunciou que a primeira missão comunitária no país após o fechamento do programa de assistência vai acontecer na semana de 10 de setembro.

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O serviço de apoio às reformas estruturais da Comissão "continuará oferecendo assistência às autoridades gregas, se elas o solicitarem, no desenvolvimento e implementação de reformas que fortaleçam o crescimento", segundo a Comissão Europeia.

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Está previsto que, apesar de a Grécia voltar a assumir as rédeas de sua gestão econômica, o país permaneça submetido a uma estreita vigilância até 2022.

Moscovici insistiu que a Grécia "é um país normal agora" e que a Comissão Europeia não vai "controlar as medidas que o país adotar (...) a Grécia é livre para definir sua política econômica".

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Em todo caso, o comissário advertiu que o fim do resgate "não é o fim do caminho" e que " serão necessários mais esforços para consolidar" a economia do país.

Para Moscovici, o fim do programa de resgate marca uma "linha simbólica em uma crise existencial" da zona do euro.

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No total, o programa que conclui hoje concedeu à Grécia empréstimos no valor de 61,9 bilhões de euros em troca da implementação de um pacote de reformas "integral e sem precedentes", segundo a Comissão Europeia.

O órgão executivo da UE especificou que o setor financeiro grego "está agora em uma posição muito mais forte" devido à "recapitalização bem-sucedida" à qual foi submetido.

Moscovici destacou que a eficácia da administração pública grega melhorou com novas normas sobre indicação, avaliação e mobilidade de funcionários; o estabelecimento de uma autoridade independente para as receitas públicas, e medidas para agilizar o sistema judicial.

Além disso, o comissário mencionou as "importantes medidas estruturais" implementadas para melhorar o clima empresarial e a competitividade da Grécia, e ressaltou o estabelecimento de pensões "sustentáveis e universais", de um sistema de saúde e de benefícios sociais e um esquema garantido de renda mínima.

A Comissão Europeia ressaltou que o crescimento do PIB grego passou de -5,5% em 2010 para 1,4% em 2017 e que espera que permaneça em torno de 2% em 2018 e 2019, enquanto o balanço fiscal progrediu de um "déficit maciço" do 15,1% em 2009 para um superávit de 0,8% em 2017.

E, apesar de o índice de desemprego seguir "inaceitavelmente alto", os últimos números das autoridades gregas indicam uma queda para 19,5% em maio, ficando abaixo dos 20% "pela primeira vez desde setembro de 2011", de acordo com a Comissão Europeia.

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