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Europeus estão ‘dando o troco’ em Trump, diz analista; entenda

Países negaram ajuda ao presidente americano; mesmo assim, Washington afirma que algumas embarcações voltaram a passar pelo Estreito de Ormuz

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Kevin Hassett, assessor econômico da Casa Branca, afirma que navios petroleiros estão voltando a circular pelo Estreito de Ormuz.
  • Países como Reino Unido, Alemanha e Japão recusaram o pedido dos EUA para enviar tropas ao Irã.
  • Igor Lucena, especialista em relações internacionais, destaca que o governo iraniano está enfraquecido e enfrenta descontentamento interno.
  • A China deve priorizar a diplomacia, focando em seus próprios interesses em meio ao conflito no Oriente Médio.

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Segundo informações divulgadas pela agência de notícias Reuters, Kevin Hassett, assessor econômico da Casa Branca, afirmou nesta terça-feira (17) que os navios petroleiros estariam voltando a circular pelo Estreito de Ormuz. Além disso, o assessor também reafirmou que a posição do governo Trump é de que a guerra com o Irã deve durar semanas e não meses.

As declarações de Hassett vieram após a recusa de países asiáticos e europeus ao pedido de Donald Trump para o envio de navios e tropas para a reabertura de Ormuz. Nações como Reino Unido, Alemanha, Itália, Espanha e Japão já recusaram o pedido, enquanto a China pediu que as ações militares sejam interrompidas diante dos riscos ao comércio mundial.


A imagem mostra um grande navio cargueiro navegando em mar aberto. O oceano está calmo e o horizonte aparece sob um céu claro, sem outras embarcações por perto.
Segundo assessor da Casa Branca, petroleiros voltaram a circular por Ormuz Reprodução/Record News

“Aparentemente o Irã está deixando os navios de bandeira de países que não estão se envolvendo no conflito passar. Não por isso, a gente olha aqui algumas das bolsas americanas, índices europeus e os índices estão subindo, ou seja, refletindo a necessidade ou talvez as decisões dos líderes em não adentrar dentro do conflito”, afirma Igor Lucena, economista e especialista em relações internacionais.

Para o economista, mesmo com uma passagem dos navios com uma capacidade menor de petróleo, já é um bom sinal. Outro ponto destacado por ele é que a posição europeia pode ser lida como um revés ao presidente americano e ao jeito em que as relações entre o país e o bloco estavam nos últimos tempos.


“O presidente Donald Trump veio criticando radicalmente os seus aliados durante muito tempo, mesmo sem motivo, colocando sempre os Estados Unidos como um grande player que seria capaz de fazer tudo em qualquer lugar do mundo. Os iranianos estão mostrando que não, que os Estados Unidos são grandes, podem muita coisa, mas não podem tudo. E o fato de o presidente americano estar pedindo ajuda dos europeus mostra que de fato ele precisa dessa ajuda, e os europeus talvez estejam dando um pouco de um troco, dizendo: ‘Olha, você tem que ver que você não pode nos humilhar, não pode continuar fazendo aquelas pressões comerciais, radicais, porque outros momentos como esses vão ocorrer’”, argumenta.

Mesmo com esse cenário, Lucena afirma que o governo iraniano continua enfraquecido e sem apoio total de sua população: “O regime não consegue entregar qualidade de vida, o regime só pensa em uma coisa: que é construir armas atômicas, mísseis de longo alcance e destruir Israel e os Estados Unidos, como se isso fosse de fato resolver a vida da população”.


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Em entrevista ao Hora News desta terça, ele lembra que, além do governo de Teerã, as lideranças dos outros países do Golfo Pérsico precisam se posicionar em contra-ataques ao Irã. Caso essas movimentações militares não aconteçam, ele alerta para o risco maior de impactos na economia e turismo da região.

Já sobre os aliados iranianos, o especialista lista que apenas o Hezbollah, do Líbano, ainda parece ter forças por meio de seus ataques a Israel e da utilização de recursos do país, uma vez que também faz parte do governo. Já sobre a China, a aposta é que Pequim busque apenas as vias diplomáticas em vista de seus objetivos militares futuros.


“A China tentará fazer pela via diplomática, até porque a China tem suas próprias visões imperialistas em relação a Taiwan. Então, o que eles preconizam muito é: ‘Se nós não nos interferirmos em conflitos externos, nós teremos a prerrogativa de que, um dia, na invasão a Taiwan, nós podemos exigir a não interferência externa’. Então, acho que a China olha muito mais seus próprios interesses do que os interesses dos iranianos desse momento”, finaliza.

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