Evitar TikTok e buscar abrigo: o que diz o ‘guia de sobrevivência’ de Taiwan sob ameaça chinesa
Tensão na região aumentou após a premiê do Japão alertar que um ataque à ilha poderia gerar uma resposta de Tóquio
Internacional|Do R7
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Em meio à crescente tensão com a China, o governo de Taiwan está enviando manuais de defesa civil para as residências da ilha. O objetivo é combater a desinformação e preparar a população para um possível ataque chinês.
Entre as orientações do manual estão o que fazer caso o morador se depare com um soldado inimigo, como montar um kit de sobrevivência, uma lista de estações de rádio caso a internet falhe, além de recomendações para evitar aplicativos chineses, como o TikTok.
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O guia é comum na ilha e costuma ser usado para orientar a população em casos de desastres naturais. Agora, o documento foi atualizado para incluir situações de uma possível invasão militar.
“Nossos desafios nunca cessam — de desastres naturais e epidemias ao clima extremo e à ameaça de agressão da China. Em uma era cheia de desafios, nossa segurança depende da nossa vontade de nos defender e da nossa preparação para lidar com uma crise antes que ela aconteça. Quanto mais preparados estivermos, mais seguros seremos", diz uma das versões do manual, disponível no site do governo.
Outra parte do guia alerta que pode ser difícil diferenciar o próprio exército de tropas inimigas. Por isso, o material orienta que, ao presenciar qualquer movimentação militar, a pessoa deve deixar a área imediatamente. Se não for possível sair, o recomendado é procurar abrigo em um local seguro, afastado de portas e janelas. O manual pede que ninguém filme ou fotografe ações das forças taiwanesas.
O governo também destaca que, em caso de invasão militar, qualquer notícia inicial sobre a derrota do país ou a rendição do governo é falsa. Esse é um dos motivos pelos quais recomenda evitar aplicativos chineses, além do temor de possíveis ações de espionagem.
A tensão na região aumentou após a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmar que um ataque chinês a Taiwan poderia fazer com que Tóquio reagisse. A declaração provocou a China, que há anos reivindica a ilha como parte de seu território e vê a participação de outros países na questão como uma “intromissão” em um tema que considera interno.
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