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Ex-agente saudita acusa príncipe herdeiro de tentativa de assassinato

Denúncia, descreve o envolvimento do príncipe herdeiro e de outros agentes sauditas na suposta tentativa de assassinato de ex-agente, Saad al Jabri

Internacional|Da EFE

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Príncipe Mohamed Bin Salman é acusado de estar envolvido na tentativa de assassinato
Príncipe Mohamed Bin Salman é acusado de estar envolvido na tentativa de assassinato

O ex-agente da Inteligência saudita Saad al Jabri acusou nesta quinta-feira (6), em Washington, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed bin Salman, de ter enviado um "esquadrão" ao Canadá para assassiná-lo.

A denúncia, apresentada a um tribunal do Distrito de Colúmbia, descreve o papel do príncipe herdeiro e de outros agentes sauditas na suposta tentativa de assassinato de Jabri.

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De acordo com o documento judicial, Mohamed bin Salman ordenou a mobilização de agentes sauditas na América do Norte para investigar o paradeiro de Saad al Jabri, que foi encontrado no Canadá, e enviou um grupo de 50 pessoas - chamado Esquadrão do Tigre - para matá-lo, duas semanas após o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi em Istambul, em outubro de 2018.

Jornais americanos detalharam que integrantes do mesmo esquadrão supostamente participaram da morte de Khashoggi.

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A acusação afirma que o grupo de supostos assassinos contava com médicos legistas especializados em limpar provas de crimes e que possuíam o equipamento necessário para tal tarefa.

Suspeita e possível motivação

Segundo o texto, a tentativa de assassinato foi evitada por guardas na fronteira do Canadá, que suspeitaram do comportamento do grupo em um posto de controle em um aeroporto.

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"Poucos lugares guardam informação mais delicada, humilhante e condenatória sobre o acusado Salman do que a mente e a memória do senhor Saad, exceto, talvez, as gravações que o senhor Saad fez antes da tentativa de assassinato", afirma o documento.

"É por isso que o acusado Salman o quer morto, motivo pelo qual o acusado agiu para atingir seu alvo nos últimos três anos", acrescenta o texto.

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Ainda de acordo com o processo, os esforços do príncipe herdeiro saudita para assassinar Saad al Jabri continuam, e que, inclusive, Mohamed bin Salman enviou agentes por terra dos EUA ao Canadá.

Jabri alega que Bin Salman tentou deslocá-lo a outros lugares, como a Arábia Saudita, para cometer o assassinato e prendê-lo sob acusações de corrupção.

Acusações passadas

O jornal The New York Times informa que a Arábia Saudita pediu em 2017 para que a Interpol prendesse e extraditasse Jabri por corrupção, o que foi recusado pela polícia internacional por considerar que a solicitação tinha motivação política.

A publicação lembra que Jabri trabalhou durante anos como assistente do ex-príncipe herdeiro saudita Mohamed bin Nayef, comandou o Ministério do Interior e se encarregou da segurança nacional e do combate ao terrorismo. Esses trabalhos permitiram que Saad al Jabri estabelecesse uma relação dos serviços de Inteligência americanos e de outros países.

Em 2015, Saad al Jabri foi demitido por um decreto real, dois anos antes de Mohamed bin Nayef ser destituído como príncipe herdeiro pelo tio, o rei Salman bin Abdulaziz, que nomeou Mohamed bin Salman para o posto.

Jabri abandonou a Arábia Saudita dois anos depois, mas dois de seus filhos permanecem no reino.

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