Ex-BBB teria recebido visto para os EUA por influência de senador americano
Jornal de Nova York afirma que ela foi amante de amigo que contribuiu na campanha
Internacional|Do R7

Uma acusação envolvendo uma ex-BBB brasileira, deixou o senador americano Robert Menedez, do Partido Democrata, em uma situação delicada.
Matéria publicada pelo jornal New York Post, afirma que Menendez, do estado de New Jersey, está sendo acusado de favorecer doadores de campanha, influenciando, entre outras acusações, a obtenção de vistos para estrangeiros.
A ex-BBB Juliana Leite Lopes, 34 anos, se enquadra nesta situação. Ela foi incluída como uma das amantes do cirurgião-plástico Salomon Melgen, 60 anos, casado e um dos maiores doadores para as campanhas do senador, que recebeu benefícios do senador.
Segundo informou a publicação, em 24 de julho de 2008, Menendez orientou seu assessor sênior de políticas, Mark Lopes, para enviar um e-mail a um funcionário de alto escalão do Departamento de Estado, solicitando "uma consideração cuidadosa" para o pedido de visto de uma mulher brasileira.
Descrita como uma atriz, advogada e modelo, o texto dizia que ela queria vir para os Estados Unidos com um visto de estudante. A mulher em questão era Juliana, identificada apenas como "Girlfriend 1" (namorada 1) na acusação.
Juliana havia se inscrito para cursar direito na Universidade de Miami, pela qual se formou em 2010. No dia seguinte ao e-mail, ela fez o pedido do visto em Brasília, sua cidade natal.
No momento em que Juliana chegou aos Estados Unidos, já com o visto, ela ainda vinha de um período de fama, tendo participado do reality show "Big Brother Brasil", edição 4, e, posteriormente posado nua em pelo menos duas revistas. Depois fez algumas participações em novelas, mas trocou estas atividades em 2007 pelo curso de Direito.
Foi quando, segundo o "Post", ela começou um relacionamento amoroso com Melgen. Segundo o jornal, documentos mostram que Juliana encontrou Menendez em várias ocasiões: em Nova York, New Jersey, na Espanha e em uma mansão de Melgen na República Dominicana.
A acusação sobre Menedez garante que ele usou seu poder e influência para beneficiar Melgen em troca de quase R$ 3 milhões em presentes e contribuições de campanha. Se condenado, a pena de Menendez vai até 15 anos de prisão, em oito acusações distintas de suborno. Ambos alegam inocência.
Melgen está preso no Centro Federal de Detenção de Miami, por outras acusações, relativas a fraudes em encargos médicos dentro do programa Medicaid.
A matéria conta que Juliana, hoje advogada em Miami, afirma que parte de seus estudos na cidade foram financiados com o dinheiro de suas sessões de fotos. Parte de sua matrícula foi comprovadamente paga por uma fundação de Melgen. Para o "Post", Juliana se recusou a fazer comentários sobre o caso. Admitiu, porém, que conhece o médico.
Além dela, foram beneficiadas neste esquema uma atriz ucraniana, que se mudou para a Flórida e duas dominicanas.
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O benefício às domenicanas foi a primeira interferência do senador em favor do amigo Melgen, em 1998. O médico queria que elas, que são irmãs - uma de 22 anos e outra de 18 - passassem as festas de fim de ano com ele nos Estados Unidos.
Mas o pedido inicialmente foi negado, após ele ter escrito uma carta à embaixada americana na República Dominicana. Foi quando Melgen pediu a intervenção de Menendez. O senador garantiu que, se o embaixador não cedesse, iria recorrer ao Departamento de Estado. No fim, seu pedido foi atendido.













