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Ex-negociador nuclear anuncia candidatura à presidência do Irã

Hassan Rowhani, presidiu as negociações que interromperam o enriquecimento de urânio, no Irã, entre 2003 e 2005, e foi ridicularizado por ser muito tolerante

Internacional|Do R7

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Nos dois mandatos de Ahmadinejad, as tensões sobre o programa nuclear pioraram, com sanções impostas ao país
Nos dois mandatos de Ahmadinejad, as tensões sobre o programa nuclear pioraram, com sanções impostas ao país ASMAA WAGUIH/REUTERS

Um ex-negociador nuclear iraniano anunciou nesta quinta-feira (11) que vai concorrer à presidência do país, o candidato mais moderado até agora a tentar suceder Mahmoud Ahmadinejad na eleição prevista para junho e dominada pelos conservadores.

Hassan Rowhani, 64 anos, era chefe do poderoso Conselho de Segurança Nacional Supremo sob os presidentes Ali Akbar Rafsanjani, considerado um mestre da política em vez da ideologia, e Mohammad Khatami, que pressionou por amplas reformas sociais e políticas.


Rowhani, um clérigo muçulmano, presidiu negociações com a Grã-Bretanha, França e Alemanha, que fizeram o Irã concordar em suspender atividades relacionadas ao enriquecimento de urânio entre 2003 e 2005.

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Ele renunciou depois de Ahmadinejad tomar posse em agosto daquele ano. O trabalho nuclear foi retomado e Rowhani foi ridicularizado por ser muito tolerante em negociações.


Durante dois mandatos de Ahmadinejad, as tensões com o Ocidente sobre o programa nuclear do Irã pioraram, com os Estados Unidos e a Europa impondo sanções ao seu petróleo e bancos por suspeitas de que Teerã está buscando armas atômicas, o que o país nega.

"Precisamos de uma nova gestão para o país, mas não com base na briga, na inconsistência brigando e corroendo a capacidade doméstica, mas através da unidade, do consenso, e atraindo pessoas honestas e eficientes", disse Rowhani a um grupo de partidários nesta quinta-feira, relatou a agência de notícias iraniana Mehr.


A eleição de junho é a primeira votação presidencial do Irã desde 2009, quando protestos de rua eclodiram contra a disputada reeleição de Ahmadinejad.

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