Internacional Ex-paraquedista Petr Pavel é eleito presidente da República Tcheca

Ex-paraquedista Petr Pavel é eleito presidente da República Tcheca

General aposentado derrotou o ex-primeiro-ministro Andrej Babis com 57,4% dos votos, em cargo essencialmente cerimonial no país

AFP
Resumindo a Notícia
  • General aposentado Petr Pavel foi eleito Presidente da República Tcheca

  • Ex-paraquedista derrotou o ex-premiê Andrej Babis com 57.4% dos votos

  • Pavel sucederá Milos Zeman, conhecido por ser um político polêmico

  • Cargo de presidente na República Tcheca é cerimonial

Petr Pavel sucederá o presidente Milos Zeman

Petr Pavel sucederá o presidente Milos Zeman

Michal Cizek/AFP - 28.1.2023

O general aposentado Petr Pavel será o novo presidente da República Tcheca depois de vencer neste sábado (28), no segundo turno, o ex-primeiro-ministro bilionário Andrej Babis.

Pavel, um ex-paraquedista, recebeu 57,4% dos votos, confirmando os resultados das pesquisas, e Babis 42,6%, após a apuração de 93% das urnas, anunciou a Agência de Estatísticas da República Tcheca.

A taxa de participação foi muito elevada, com o comparecimento de 70% dos eleitores, em um país de regime parlamentar e no qual o chefe de Estado tem um papel essencialmente cerimonial.

Pavel, de 61 anos, triunfou após uma campanha muito agressiva, marcada por controvérsias e inclusive ameaças de morte.

A conjuntura econômica e política é particularmente delicada neste país de 10,5 milhões de habitantes, que integra a União Europeia e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Além da inflação em níveis recordes, o país enfrenta um elevado déficit público, vinculado com a guerra na Ucrânia.

Pavel sucederá Milos Zeman, um político polêmico, que é conhecido pela franqueza e que tinha vínculos estreitos com a Rússia, antes de mudar de posição após a invasão da Ucrânia. Ao votar na sexta-feira (27), o recém-eleito afirmou que desejava um presidente "digno" para o país.

Babis tentou durante a campanha conquistar os eleitores preocupados com o impacto da invasão russa da Ucrânia, insinuando que o rival, como militar, poderia arrastar o país para a guerra.

Também afirmou que não enviaria tropas tchecas para ajudar a Polônia ou os países bálticos no âmbito da defesa coletiva da Otan, o que gerou questionamentos no exterior. Rapidamente se viu obrigado a apresentar uma retratação.

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