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Ex-presidente Rafsanjani entra na corrida eleitoral iraniana

Internacional|Do R7

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Por Yeganeh Torbati e Marcus George

DUBAI, 11 Mai (Reuters) - O ex-presidente Akbar Hashemi Rafsanjani entrou na corrida eleitoral iraniana neste sábado, enquanto uma enxurrada de fortes candidatos corria para cumprir o prazo de inscrição para a eleição mais imprevisível em décadas.

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A mídia iraniana informou que Rafsanjani, considerado moderado, inscreveu-se para a eleição de 14 de junho, a apenas alguns minutos do fim do prazo de inscrição. Sua candidatura muda radicalmente o que até então era visto como uma disputa entre grupos conservadores rivais.

O ex-presidente pode acabar com as esperanças dos "Principlistas" - termo usado no Irã para se referir aos vários círculos e partidos conservadores - leais ao Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, que estão tentando garantir uma transição rápida e indolor e remediar as profundas divisões entre os rivais.

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Espera-se que Rafsanjani, de 78 anos, que foi presidente de 1989 a 1997, receba algum apoio dos reformistas, porque ele apoiou o movimento de oposição cujos protestos foram esmagados depois da última e controversa eleição, disputada em 2009.

A eleição acontece em um momento crítico, quando o Irã sofre com as sanções internacionais devido ao seu controverso programa nuclear e enfrenta a ameaça de um ataque de Israel.

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Mais de 400 candidatos se apresentaram como potenciais sucessores do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Pouco antes do anúncio da candidatura de Rafsanjani, Saeed Jalili, um conservador linha-dura, político muito próximo de Khamenei se inscreveu como candidato.

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Logo depois, a agência de notícias ISNA, informou o registro da candidatura de Esfandiar Rahim Mashaie, um assistente de Ahmadinejad, visto com grande desconfiança pelos conservadores. O grupo de Khamenei vê Mashaie como o líder de uma "corrente dissidente" que busca deixar de lado a influência clerical em favor de uma doutrina mais nacionalista.

A eleição presidencial é a primeira desde a controversa reeleição de Ahmadinejad em 2009, quando os protestos do "Movimento Verde" irromperam, depois da derrota dos candidatos reformistas Mirhossein Mousavi e Mehdi Karoubi. Dezenas de pessoas morreram na pior agitação desde a revolução de 1979.

Com a economia do Irã sofrendo devido às sanções internacionais, por causa da controvérsia nuclear, o resultado da eleição de 14 de junho vai mostrar o grau de controle de Khamenei na cúpula do poder da República Islâmica.

Vai mostrar se ele sente a necessidade de se aproximar da oposição e se os reformistas conseguirão reaparecer. Os defensores de maiores liberdades políticas e sociais foram reprimidos ou marginalizados: Mousavi, sua esposa e Karoubi estão em prisão domiciliar há mais de dois anos.

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