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Exames apontam que governo sírio usou armas químicas

Uso do gás sarin aconteceu mais de uma vez durante a guerra civil no país. Síria continua negando o uso das armas e atribuindo os ataques aos rebeldes

Internacional|Do R7

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Relatório da ONU já tinha apontado para o mesmo resultado
Relatório da ONU já tinha apontado para o mesmo resultado

Exames de laboratório ligaram o estoque de armas químicas do governo da Síria pela primeira vez ao maior ataque com gás sarin visto na guerra civil do país, disseram diplomatas e cientistas à Reuters, confirmando alegações ocidentais segundo as quais forças do governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, estiveram por trás da atrocidade.

Laboratórios que trabalham para a Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) compararam amostras recolhidas por uma missão da Organização das Nações Unidas (ONU) em Ghouta, subúrbio de Damasco, após o ataque de 21 de agosto de 2013, quando centenas de civis morreram envenenados por gás sarin, com substâncias químicas entregues pela Síria para destruição em 2014.

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Os exames encontraram "marcadores" em amostras coletadas em Ghouta e nos locais de dois outros ataques com agentes nervosos, nas cidades de Khan Sheikhoun, em Idlib, em 4 de abril de 2017, e em Khan al-Assal, Aleppo, em março de 2013, disseram duas pessoas envolvidas no processo.

"Comparamos Khan Sheikhoun, Khan al-Assal e Ghouta", relatou uma fonte, que pediu para não ser identificada devido à delicadeza das descobertas. "Havia assinaturas em todas as três que combinavam."

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Os mesmos resultados foram a base de um relatório do Mecanismo Investigativo Conjunto da Opaq e da ONU emitido em outubro, segundo o qual o governo sírio foi responsável pelo ataque em Khan Sheikhoun, que matou dezenas de pessoas.

As descobertas de Ghouta, cujos detalhes foram confirmados à Reuters por duas fontes diplomáticas diferentes, não foram divulgadas no relatório de outubro apresentado ao Conselho de Segurança da ONU por não dizerem respeito ao mandato da equipe.

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Mesmo assim elas reforçarão as afirmações de Estados Unidos, Reino Unido e outras potências ocidentais para as quais o governo Assad ainda possui e usa munições proibidas, violando várias resoluções do Conselho de Segurança e a Convenção de Armas Químicas.

A Opaq não quis comentar. A Síria vem negando reiteradamente o emprego de armas químicas no conflito atualmente em seu sétimo ano, e atribuiu os ataques químicos em Ghouta, território dominado pelos rebeldes, aos próprios insurgentes.

A Rússia também negou que forças do governo sírio tenham realizado ataques químicos e questionou a confiabilidade das investigações da Opaq. Autoridades de Moscou disseram que os rebeldes realizaram ataques para desacreditar o governo Assad e induzir uma condenação internacional.

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