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Exercícios militares do Irã com Rússia e China são preocupantes para os EUA, diz especialista

Alexandre Pires explica como o ‘Cinturão de Segurança Marítima’ pode obrigar Washington a repensar estratégia

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Irã inicia um programa militar conjunto com Rússia e China chamado “Cinturão de Segurança Marítima”.
  • O primeiro treinamento militar acontecerá no mar de Omã, focando em segurança marítima contra ameaças regionais.
  • Especialistas alertam que a concentração de exercícios perto de bases norte-americanas é uma estratégia arriscada para os EUA.
  • O fortalecimento das relações entre Irã e China pode representar uma ameaça geopolítica significativa para os Estados Unidos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em meio ao aumento de tensões com os Estados Unidos, o Irã anunciou que um programa militar em conjunto com Rússia e China, chamado “Cinturão de Segurança Marítima”, será iniciado com foco em exercícios militares e deverá ter seu primeiro treinamento nesta quinta-feira (19), no mar de Omã, no norte do oceano Índico.

Segundo uma agência de notícias iraniana, o intuito dos ensaios militares conjuntos é criar uma convergência entre as nações a fim de enfrentar atividades que viriam a ameaçar a segurança marítima dos países participantes.


Em entrevista ao Hora News desta quarta (18), o professor de relações internacionais Alexandre Pires explicou que apesar dos exercícios navais serem comuns entre países aliados, concentrar essas ações perto de regiões com bases norte-americanas se torna uma atitude arriscada, principalmente com o envolvimento de China e Rússia.

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“Temos uma equação completamente diferente, e se isso se intensificar os Estados Unidos vão ter que pensar muito sobre qual seria a melhor estratégia”, argumentou o docente sobre as possíveis rotas comerciais que favoreceriam a Rússia e a China.


“Isso não significa que Rússia e China vão se envolver diretamente no conflito”, ponderou o analista, “mas nós sabemos que os dois países podem manter o Irã com uma capacidade de resistência maior do que esperado pelos Estados Unidos; lembrando que o Irã vai ter que ceder uma coisa para a Rússia e para a China”.

Dessa forma, segundo o especialista, o envolvimento da China e da Rússia poderia acontecer por meio do fornecimento de armas e de proteção militar ao território iraniano, e em troca os governo chinês e russo conseguiriam acesso a uma das maiores reservas de petróleo do mundo.


“A Rússia tem uma situação econômica completamente bloqueada com os Estados Unidos, então ela não se importaria em fornecer material militar ao Irã [...]. O estreitamente de laços entre Irã e China, usando o Afeganistão como ponte, é sim uma ameaça estratégica para os Estados Unidos”, analisou o docente ao pontuar uma mudança geopolítica e um novo cenário preocupante para o governo norte-americano.

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