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Em meio a tensão com os EUA, Irã adiciona mil drones ao arsenal e fala em ‘resposta contundente’

Segundo o governo iraniano, aeronaves foram desenvolvidas por especialistas do exército local

Internacional|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Irã anuncia a adição de 1.000 drones ao seu arsenal militar, desenvolvidos por especialistas locais.
  • As aeronaves visam aumentar as capacidades operacionais e garantir respostas rápidas a agressões.
  • Enquanto isso, os EUA enviam uma "grande armada" naval ao Oriente Médio, aumentando as tensões na região.
  • Protestos internos no Irã resultaram em mais de 6.000 mortes, com rumores de contatos informais entre autoridades iranianas e os EUA.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segundo o governo iraniano, drones “visam garantir uma rápida prontidão para o combate" Tasnim/Reprodução - 29.01.2026

O governo do Irã anunciou, nesta quinta-feira (29), que o exército do país integrou ao seu arsenal um novo lote de 1.000 drones.

De acordo com a agência estatal Tasnim, as aeronaves entraram em serviço por ordem do oficial Amir Hatami, que afirmou esperar que a medida aumente “significativamente as capacidades operacionais dos quatro ramos do exército”.


Segundo o governo iraniano, os drones foram desenvolvidos por especialistas do exército local e têm como base “ameaças emergentes e lições aprendidas com a guerra de 12 dias”, citando o conflito encerrado em 23 de junho de 2025 entre o país e Israel, cessado com intermediação dos Estados Unidos.

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De acordo com Hatami, os drones “visam garantir uma rápida prontidão para o combate e dar respostas contundentes a qualquer ato de agressão”.


Trump eleva o tom

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã nessa quarta-feira (28), ao afirmar que uma “grande armada” naval americana está se deslocando rapidamente em direção ao país, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio.

Em publicação na Truth Social, Trump disse que a frota é “maior do que a enviada à Venezuela” e é liderada pelo porta-aviões Abraham Lincoln.


Segundo o presidente, a armada segue “com grande poder, entusiasmo e propósito” e está “pronta, disposta e capaz de cumprir rapidamente sua missão, com velocidade e violência, se necessário”.

Trump afirmou esperar que Teerã aceite negociar rapidamente um acordo “justo e equitativo”, que exclua de forma explícita o desenvolvimento de armas nucleares. “O tempo está se esgotando”, disse, ao ressaltar que a situação é “realmente essencial”.


A nova ameaça ocorreu um dia após Trump afirmar, em entrevista, que espera não precisar usar a “grande armada” naval contra o Irã, embora tenha mantido a pressão militar enquanto sinaliza abertura à via diplomática.

O envio do grupo de ataque do porta-aviões Abraham Lincoln ao Oriente Médio ampliou as opções militares dos EUA, segundo autoridades de defesa, em um momento de forte instabilidade interna no Irã.

O país persa vive uma onda de protestos contra o governo, com mais de 6.000 mortos, de acordo com organizações de direitos humanos, número contestado pelo regime iraniano.

Paralelamente, há relatos de contatos informais entre autoridades iranianas e o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, embora Teerã diga que não há negociações formais em curso.

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