Exército dos EUA compra frutos do mar japoneses para compensar proibição da China
As autoridades chinesas alegaram que a proibição se deve a temores de segurança alimentar; EUA acusam 'guerra econômica'
Internacional|Do R7

Os Estados Unidos começaram a comprar frutos do mar do Japão em grande quantidade para abastecer suas Forças Armadas no país asiático, em resposta à proibição imposta pela China a esses produtos depois que Tóquio iniciou o despejo no mar da água tratada da usina nuclear de Fukushima.
Ao revelar a iniciativa em uma entrevista à Reuters nesta segunda-feira (30), o embaixador dos EUA no Japão, Rahm Emanuel, disse que Washington também deve analisar de forma mais ampla como pode ajudar a compensar a proibição da China, que, segundo ele, faz parte de suas "guerras econômicas".
A China, que era o maior comprador de frutos do mar japoneses, diz que sua proibição se deve a temores de segurança alimentar.
O órgão de vigilância nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) atestou a segurança da liberação da água, que começou em agosto, da usina destruída por um tsunami em 2011. No domingo, os ministros do Comércio do G7 pediram a revogação imediata das proibições aos alimentos japoneses.
"Será um contrato de longo prazo entre as Forças Armadas dos EUA e a pesca e as cooperativas aqui no Japão", disse Emanuel.
Coerção econômica
"A melhor maneira que provamos em todos os casos para desgastar a coerção econômica da China é vir em auxílio e assistência ao país ou setor visado", disse ele.
Questionado sobre os comentários de Emanuel em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, disse que "a responsabilidade dos diplomatas é promover a amizade entre os países, em vez de difamar outros países e criar problemas".
A primeira compra de frutos do mar pelos EUA, de acordo com o esquema, envolve apenas 1 tonelada métrica de vieiras, uma pequena fração das mais de 100 mil toneladas desse molusco que o Japão exportou para a China no ano passado.
Emanuel disse que as compras — que alimentarão os soldados nas messes e a bordo dos navios, além de serem vendidas em lojas e restaurantes nas bases militares — aumentarão com o tempo para todos os tipos de frutos do mar.
As Forças Armadas dos EUA não haviam comprado frutos do mar locais no Japão anteriormente, disse ele.
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