Explosão de petroleiro fecha Estreito de Ormuz e Irã acusa EUA e Israel por crise
Embarcação teria atingido mina naval em travessia; em reunião com o Egito, Teerã critica ‘ações agressivas’ norte-americanas e israelenses
Internacional|Do R7, com Estadão Conteúdo
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A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) afirmou, em mensagem publicada no Telegram neste sábado (17), que um superpetroleiro que transportava mais de dois milhões de barris de petróleo bruto explodiu no Estreito de Ormuz após atingir uma mina naval.
A IRGC classificou a embarcação como “desonesta”, afirmando que ela tentava atravessar ilegalmente a importante rota marítima.
“O Estreito de Ormuz está fechado, e o resultado da violação das regulamentações iranianas por navios na rota é a queima da confiança no exército terrorista americano”, afirmou a IRGC.
Tensão diplomática
No mesmo dia em que a explosão do petroleiro foi anunciada, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se com o chanceler do Egito, Badr Abdelatty, à margem da 52ª sessão do Conselho de Ministros da Organização de Cooperação Islâmica, em Bagdá.
Segundo comunicado iraniano divulgado neste sábado, os representantes discutiram relações bilaterais e temas regionais e internacionais.
No encontro, Araghchi afirmou que a insegurança no Estreito de Ormuz é “resultado direto” de ações agressivas dos Estados Unidos e de Israel, que, segundo ele, são mantidas de diversas formas até agora.
O chanceler iraniano também falou com o egípcio sobre as mais recentes consultas diplomáticas realizadas por mediadores para alcançar uma possível resolução do conflito que se estende desde o fim de fevereiro.
Ainda de acordo com o comunicado, as partes trataram dos eventos recentes na Península Arábica, e o Irã reiterou estar disposto a oferecer a assistência necessária para encerrar os conflitos entre a Arábia Saudita e o Iêmen diante dos recentes ataques realizados pelos rebeldes iemenitas houthis, apoiados por Teerã.
Araghchi, no entanto, afirmou que “a experiência de 12 anos de tensão e conflito demonstra que não há solução ou abordagem militar para a questão do Iêmen”.
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