Exposição sobre vítimas do Holocausto é destruída em Viena
Oito das 100 imagens, projetadas sobre uma tela especial plastificada, foram destruídas totalmente ou parcialmente em um aparente ataque com faca
Internacional|Da EFE

Vários retratos de sobreviventes do Holocausto expostos em uma importante avenida de Viena (Áustria) há três semanas foram destruídos na noite de domingo (26) por pessoas não identificadas e que estão sendo procuradas pela polícia, de acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (27) pela imprensa local.
O projeto do fotógrafo ítalo-alemão Luigi Toscano tem como objetivo lutar contra o esquecimento do genocídio cometido pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Ao todo, oito das 100 gigantescas imagens, projetadas sobre uma tela especial plastificada, foram destruídas totalmente ou parcialmente em um aparente ataque com faca.
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Esta já é a segunda vez nos últimos dias que a instalação é alvo de atos de vandalismo.
Na semana passada, vários retratos apareceram com suásticas e com palavras ofensivas aos judeus, que foram apagadas depois.
No Twitter, o presidente da Áustria, Alexander Van der Bellen, disse ter ficado "profundamente afetado" depois que a mostra "Against Forgetting" foi "brutalmente destruída" em duas ocasiões.
"Eu sei que a grande maioria da sociedade austríaca rejeita com clareza os crimes do nazismo. É dilacerador que existam pessoas que não sabem enfrentar a verdade e o alerta que estas fotos expressam. #Nuncamais não deve ser só uma expressão - temos que vivenciar isso diariamente!", afirmou Van der Bellen.
A exposição, que se baseava em fotos de sobreviventes de vários países, já passou por cidades dos Estados Unidos, da Alemanha, da Ucrânia e da Rússia.
Todas as pessoas retratadas têm hoje entre 85 e 96 anos, como a americana de origem austríaca Susan Cernyak, sobrevivente do campo de extermínio de Auschwitz, que disse: "Se nos esquecermos do passado, estaremos condenados a repeti-lo".
Como parte do Terceiro Reich, a Áustria participou ativamente do Holocausto, contribuindo para a morte de 6 milhões dos então 7 milhões de judeus europeus. Apenas em território austríaco, 65 mil judeus foram assassinados, enquanto outros 135 mil conseguiram escapar.










