Fabricante de bebida é acusado de violar intimidade de hóspedes e familiares em castelo temático
Vítimas encontraram câmeras escondidas e entregaram cartões de memória e equipamentos para as autoridades
Internacional|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O empresário Wes Henderson, conhecido por fundar a marca de uísque Angel’s Envy e integrante do Hall da Fama do Bourbon de Kentucky, está enfrentando graves acusações em um processo judicial movido por familiares.
No processo, ele é acusado de registrar secretamente imagens íntimas de parentes e outras pessoas por meio de câmeras ocultas instaladas em diferentes propriedades, incluindo o complexo turístico Kentucky Castle.
Veja Também
Segundo a ação judicial protocolada em junho no condado de Oldham, em Kentucky (EUA), os autores do processo acusam Henderson de invasão de privacidade, voyeurismo e posse ou visualização de material retratando ato sexual de menor de idade.
O processo afirma ainda que alguns familiares menores de idade teriam sido gravados nus por equipamentos escondidos.
Os autores da ação não tiveram seus nomes divulgados devido à natureza sensível das alegações e, por enquanto, o caso tramita sob sigilo judicial.
Quem é Wes Henderson?
Henderson tornou-se uma figura de destaque na indústria norte-americana do bourbon após fundar a Angel’s Envy, marca vendida à Bacardi em 2015.
Com o sucesso da venda, o empresário adquiriu o Kentucky Castle, em Versailles, no condado de Woodford.
O local é conhecido por sediar casamentos, eventos, restaurante e hospedagem para turistas.
Henderson também lançou a marca de uísque True Story e anunciou planos para construir uma destilaria nas proximidades. O empreendimento, entretanto, encontra-se paralisado.
Descoberta das câmeras
De acordo com o processo, os familiares estavam passando férias em uma residência pertencente a Henderson, próxima a Melbourne, na Flórida, em junho de 2025, quando descobriram diversos dispositivos ocultos de gravação.
A ação relata que aproximadamente 15 câmeras escondidas foram localizadas no imóvel, algumas delas com capacidade de transmissão ao vivo via internet.
Os equipamentos e cartões de memória teriam sido recolhidos e posteriormente entregues às autoridades.
Após retornarem para casa, os familiares afirmam ter analisado parte das gravações armazenadas nos cartões SD.
Segundo o processo, os vídeos mostrariam pessoas em situações íntimas, trocando de roupa, utilizando banheiros e mantendo relações sexuais sem conhecimento de que estavam sendo gravadas.
Uma das alegações mais graves afirma que alguns cartões de memória continham imagens registradas no Kentucky Castle, empreendimento ligado aos negócios de Henderson.
Segundo o documento, os arquivos analisados registrariam relações sexuais envolvendo diferentes adultos, incluindo o próprio empresário.
O processo também menciona imagens de terceiros utilizando banheiros e afirma que cerca de 40 pessoas teriam sido identificadas como vítimas de gravações não autorizadas.
Câmeras escondidas em objetos
O processo descreve um sofisticado esquema de monitoramento clandestino.
As câmeras supostamente estavam ocultas em alarmes de incêndio, atrás de espelhos, ventiladores, relógios, caixas de som, saídas de ar de banheiros, carregadores eletrônicos e extensores de tomadas.
Os autores afirmam ainda que algumas gravações mostrariam o próprio Henderson instalando os dispositivos em locais estrategicamente posicionados para capturar imagens de camas e áreas privativas.
Novas descobertas
Após a descoberta inicial na Flórida, os familiares alegam ter informado outros parentes e a esposa de Henderson.
Segundo a ação, ela teria autorizado uma varredura na residência da família localizada no condado de Oldham, em Kentucky. Nesse imóvel, outras 15 câmeras semelhantes teriam sido encontradas.
O processo afirma ainda que determinadas gravações mostrariam o empresário instalando equipamentos de monitoramento em residências pertencentes a terceiros.
Além de empresário do setor de bebidas, Henderson atua como legista no condado de Oldham e trabalhou anteriormente como bombeiro.
De acordo com a ação judicial, algumas imagens mostrariam o empresário usando uniforme de bombeiro enquanto instalava uma das câmeras ocultas.
Equipamentos entregues às autoridades
Os familiares afirmam ter entregue às autoridades locais os equipamentos recolhidos tanto na residência da Flórida quanto no imóvel de Kentucky.
Segundo o processo, as provas permanecem sob custódia das forças de segurança. No entanto, não foi identificado qual órgão policial está conduzindo a investigação.
Até o momento, não há registro de acusações criminais formais contra Henderson.
Defesa nega acusações
Na sexta-feira (2/10), um advogado do empresário divulgou nota negando categoricamente todas as alegações.
Segundo a defesa, Henderson “nega de forma inequívoca” as acusações apresentadas no processo e acredita que a ação poderá ser retirada voluntariamente pelos autores.
A nota acrescenta que, caso isso não ocorra, o empresário está preparado para se defender vigorosamente na Justiça.
Mensagens de desculpas
Apesar da negativa formal, os autores da ação alegam que, após ser confrontado sobre as câmeras, Henderson teria enviado mensagens de texto a diversos familiares ao longo dos últimos 11 meses, pedindo desculpas e solicitando perdão por suas ações.
O conteúdo dessas mensagens não foi divulgado publicamente.

















