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Falha de San Andreas: cientistas descobrem novo risco que pode devastar a costa dos EUA

Descoberta de fragmento oculto de placa tectônica aumenta as chances de terremotos de grande magnitude no país

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Cientistas descobrem novo risco na Falha de San Andreas, aumentando potencial para terremotos devastadores nos EUA.
  • Um fragmento de antiga placa tectônica, o Pioneer Fragment, se desloca lentamente sob o continente.
  • A junção tripla de Mendocino é um ponto crítico de interação entre placas tectônicas, aumentando a complexidade geológica da região.
  • A presença do Pioneer Fragment pode intensificar os riscos sísmicos, que ainda não são totalmente compreendidos pelos pesquisadores.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Novo risco em falha geológica pode causar devastação na costa dos EUA, alertam cientistas Reprodução/Universidade do Oregon

Cientistas dos Estados Unidos descobriram um novo fator de risco na Falha de San Andreas, uma das áreas geológicas mais perigosas do mundo, capaz de ampliar o potencial devastador de terremotos na costa do país. Segundo a pesquisa, um fragmento recém-descoberto de uma antiga placa tectônica permanece preso no fundo do oceano Pacífico e avança lentamente sob o continente norte-americano.

O estudo, publicado na revista científica Science, explica que o fragmento, batizado de Pioneer Fragment, é parte de uma placa tectônica oceânica que começou a desaparecer há cerca de 30 milhões de anos, mas que, ao contrário do que se imaginava, não foi totalmente “engolida” pelo subsolo. Ao invés disso, o fragmento se “uniu” a placa do Pacífico e se desloca para noroeste com ela.


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A descoberta ocorreu em uma região conhecida como junção tripla de Mendocino, ponto crítico onde a Falha de San Andreas se encontra com a zona de subducção (quando uma placa tectônica mergulha debaixo de outra) de Cascadia. Nesse trecho, o comportamento das placas tectônicas já é considerado extremamente complexo e perigoso.

Terremotos gigantes e estado de alerta

Enquanto na Falha de San Andreas as placas do Pacífico e da América do Norte deslizam lado a lado, na zona de Cascadia, que se estende do norte da Califórnia até o Canadá, as placas oceânicas Juan de Fuca e Gorda mergulham sob o continente. Esse movimento é capaz de gerar terremotos de magnitude 9 ou superior, segundo redes de monitoramento sísmico da região.


Estudos anteriores já indicavam que grandes tremores em Cascadia poderiam desencadear abalos ao longo da Falha de San Andreas, ampliando drasticamente o impacto de um eventual terremoto. A presença do Pioneer Fragment pode tornar essa relação ainda mais preocupante.

“O fragmento aumenta a área de contato entre o que, na prática, funciona como a placa do Pacífico e a zona de subducção”, explicou David Shelly, geofísico do Serviço Geológico dos EUA e autor principal do estudo. Para os pesquisadores, isso ajuda a entender por que os riscos sísmicos da região ainda não são totalmente compreendidos.


Quebra-cabeça tectônico

Para chegar a essa conclusão, os cientistas analisaram microterremotos e tremores de baixa frequência, que são vibrações tão sutis que só podem ser detectadas por instrumentos altamente sensíveis. Apesar de quase imperceptíveis, esses eventos costumam ocorrer nas maiores falhas geológicas do planeta.

A análise revelou um verdadeiro “quebra-cabeça tectônico”: além do Pioneer Fragment, restos da placa de Gorda parecem ter sido raspados e devolvidos ao subsolo, num processo que os pesquisadores compararam a uma “batata quente tectônica”. Essa confusão geológica pode explicar por que o terremoto de Cape Mendocino, em 1992, teve origem mais rasa do que o esperado.


Outro ponto de alerta é a existência de uma falha quase horizontal entre o Pioneer Fragment e a placa norte-americana, comparada pelos cientistas a camadas de um bolo. Ainda não se sabe se essa falha é capaz de gerar grandes terremotos, mas ela não está incluída nos modelos atuais de risco sísmico.

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