Família de suspeito no tiroteio de Los Angeles afirma estar "abalada"
Internacional|Do R7
Los Angeles, 4 nov (EFE).- A família do suspeito detido no tiroteio de sexta-feira no aeroporto internacional de Los Angeles, que deixou um agente de segurança morto e sete pessoas feridas, se declarou nesta segunda "abalada" pelo ocorrido, segundo comunicado. John Jordan, advogado de Paul Ciancia, o jovem de 23 anos acusado de abrir fogo contra os agentes federais, indicou que a família, "como a maioria dos americanos, está abalada e assombrada pelo trágico incidente". Jordan afirmou que a família de Ciancia "colaborou plenamente com o FBI e outras agências governamentais" para obter o maior número de respostas possíveis sobre o tiroteio, e lembrou de Gerardo I. Hernández, o agente de 39 anos da Agência Federal de Segurança do Transporte (TSA) assassinado no fato. A família expressou suas "mais profundas e sinceras condolências" para os entes queridos de Hernández e acrescentou que seus pensamentos estão com todos eles e "com todos os afligidos por sua morte". Também indicaram que esperam que os feridos durante o tiroteio tenham uma rápida melhora e pediram desculpas aos milhares de passageiros afetados pelo caos que se instalou no aeroporto. Apesar do ocorrido, a família de Ciancia afirmou: "Paul é nosso filho e irmão, continuaremos o amando e cuidando dele". Ciancia, um mecânico de motos desempregado, permanece fortemente sedado em um hospital após ser ferido na cabeça e em uma perna pela polícia do aeroporto de Los Angeles, segundo as autoridades. Ele levava na sexta-feira em sua mochila uma mensagem em que falava de "matar" a funcionários da TSA, escrito de uma forma como sugeria que o autor previa morrer durante o ataque. Na nota, Paul disse não ter interesse em ferir "gente inocente", mas expressava sua "decepção com o governo" e fazia referência a uma "Nova Ordem Mundial", uma suposta conspiração para formar um único governo mundial, segundo fontes do jornal "Los Angeles Times" e da emissora "CNN". Ciancia levava consigo 150 balas quando chegou ao controle de scanners do terminal, tirou o fuzil da mochila e começou a disparar. Após os primeiros tiros abriu caminho para a parte interna da área de embarque do aeroporto, onde foi confrontado pela polícia. EFE mg/cd









