‘Faz mais sentido a negociação do que um ataque armado’, opina analista sobre ameaça de Trump à Groenlândia
Com pouco mais de 70 mil habitantes, presidente americano já cobiça o território desde 2025
Internacional|Do R7
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Após a operação na Venezuela, o mundo inteiro está atento para saber qual será o próximo passo de Donald Trump. Durante uma coletiva, o presidente voltou a defender a anexação da Groenlândia como questão de segurança nacional, mas que só irá voltar a discutir sobre o assunto em 2 meses. No entanto, Mette Frederiksen, a primeira-ministra da Dinamarca — país que controla a ilha — fez um alerta. Ela disse que, se os Estados Unidos atacarem um país da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), “será o fim de tudo”.
O entrevistado do Conexão Record News desta terça (6), Vitelio Brustolin, pesquisador de Harvard e professor de relações internacionais da UFF (Universidade Federal Fluminense), concordou que um conflito entre dois integrantes da organização faria com que ela deixasse de existir, porém, ele acredita ser improvável que tal ocorra, uma vez que os EUA poderiam utilizar-se de outras estratégias.

“A população da Groenlândia, pouco mais de 70 mil pessoas, tem direito à independência da Dinamarca. O Trump já chegou a oferecer milhões de dólares para cada um deles apoiarem uma aglutinação com os Estados Unidos. A população não tem essa vontade, conforme demonstram as pesquisas de opinião”, explica o especialista. Ele também lembra que o próprio presidente americano já se ofereceu para comprar o território, mas também teve essa proposta recusada.
Conforme o entrevistado, toda essa discussão ocorre em um momento de tensão na Europa, que se encontra em uma corrida armamentista contra a Rússia e que, logo, não poderia abandonar a Dinamarca. Brustolin também não vê sentido em invadir o país, já que o próprio Trump fez com que os membros da Otan investissem 5% do PIB em defesa. Na análise do professor, a Europa deverá tornar-se uma grande aliada dos americanos para enfrentar as forças da China e Rússia.
Ele contextualiza: “Quando há mais de quatro atores geopolíticos, eles tendem a polarizar, a se reunir em dois grupos. Então, os Estados Unidos precisam da Europa para fazer frente à China”.
O professor ainda dá uma breve aula de história ao opinar sobre o futuro do território: “Há outras estratégias para os Estados Unidos terem acesso à Groenlândia, inclusive já tem duas bases aéreas lá que os Estados Unidos construíram na Segunda Guerra, [...] que se transformaram nos dois principais aeroportos do local. Faz mais sentido a negociação do que um ataque armado”.
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