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Fechamento do Estreito de Ormuz pode ser ‘tiro no pé’ do próprio Irã; entenda

Bloqueio de petróleo também afeta país que já é alvo de sanções do Ocidente e vive risco de desabastecimento

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Fechamento do Estreito de Ormuz acentua a escassez de petróleo no Irã, já impactado por sanções ocidentais.
  • A economia iraniana enfrenta desabastecimento e crise inflacionária, o que pode gerar novos protestos.
  • Aumento dos preços do petróleo afeta globalmente, especialmente países com eleições, como os EUA.
  • Irã precisa repensar sua política para melhorar a economia e legitimar o regime dos aiatolás.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O fechamento do Estreito de Ormuz prejudica o próprio Irã, explica o professor de relações internacionais Ricardo Boff, ao potencializar a escassez causada pelos embargos econômicos da Europa e dos Estados Unidos.

“Sem o petróleo, uma economia que já tem problema de desabastecimento, já tem crise inflacionária, apesar de que a guerra, de certo modo, mantém os aiatolás um pouco mais fortes, daqui a pouco o bolso dos iranianos também começa a falar”, diz em entrevista ao Hora News.


Navio dragador Rotterdam, enquanto o Irã promete fechar o estreito de Ormuz, em Mascate, Omã
Parte considerável do petróleo do mundo passa pelo Estreito Benoit Tessier/Reuters - 09.03.2026

É uma situação que poderia provocar uma nova onda de protestos no país persa, que viveu episódios violentos de repressão a manifestantes no início do ano. Na análise do professor, o caso colocaria em jogo a estabilidade do novo líder supremo. “Uma segunda rodada de autoritarismo nas ruas do governo iraniano também pode diminuir a aprovação do novo aiatolá.”

Boff pondera que, enquanto o bloqueio do Estreito é uma arma iraniana contra Israel e EUA, “impactar ou quase colapsar as trocas de petróleo internacionais é ruim para todo mundo”. O aumento dos preços e os impactos da inflação são especialmente sensíveis para os países que enfrentam eleições ainda este ano, como os Estados Unidos.


“[O Irã] tem um limite nessa política. Vai ter que repensar, quem sabe cobrar taxas, negociar. É uma forma dele melhorar a própria economia; ele precisa disso para legitimar o regime dos aiatolás continuando no poder”, afirma o especialista.

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