Feito de nadadora recordista Diana Nyad enfrenta questionamentos
Diana nadou durante 58 horas, de Cuba até o sul da Flórida
Internacional|Do R7

A nadadora de longa distância Diana Nyad concordou em entregar todos os registros e dados oficiais sobre o recorde alcançado por ela ao atravessar a nado o caminho entre Cuba e o sul da Flórida, na semana passada, depois que algumas pessoas colocaram em dúvida a extenuante travessia.
"Acho que será mais do que suficiente responder à questão: ‘ela nadou de A para B?'", questionou o chefe do Hall da Fama Internacional da Maratona Aquática, Steven Munatones, cuja entidade tem sede na Califórnia.
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Ele acrescentou que alguns nadadores ainda têm "mais perguntas sobre detalhes de como ela nadou de A para B".
Diana, de 64 anos, chegou cambaleando à costa de Key West, na Flórida, no dia 2 de setembro, depois de ter nadado por cerca de 53 horas, tornando-se a primeira pessoa a completar o percurso de 177 km sem a proteção de uma gaiola contra tubarões.
Diana obteve sucesso em sua quinta tentativa. O feito altamente divulgado desencadeou um debate nas mídias sociais sobre se a travessia preencheu os requisitos para a quebra do recorde mundial.
"Eu nadei... de um modo ético, limpo", disse Diana em entrevista à imprensa na noite de quarta-feira (11), tendo ao lado uma dezena de nadadores de maratona aquática, alguns dos quais haviam questionado publicamente aspectos do seu feito.
— Eu honrei as normas.
Evan Morrison, um nadador de maratonas e analista de dados, residente em San Francisco, que estava na entrevista, disse que "muitas das grandes questões foram respondidas".
A maratona aquática foi incorporado aos Jogos Olímpicos em 2008, mas não tem uma federação internacional própria, por isso "o consenso da comunidade" de nadadores é fato-chave, explicou Morrison. Não está claro quando ou como a questão será decidida.














