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Fidel Castro elogia irmão por aperto de mão com Obama

Internacional|Do R7

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Por Marc Frank

HAVANA, 19 Dez (Reuters) - Fidel Castro elogiou nesta quinta-feira o irmão, o presidente cubano, Raúl Castro, pelo aperto de mão com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante cerimônia em homenagem a Nelson Mandela, dizendo que ele demonstrou cortesia e dignidade com o gesto.

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Fidel, em seu primeiro comentário sobre a morte de Mandela, abordou o aperto de mãos que foi manchete em todo o mundo numa longa coluna publicada nos meios de comunicação cubanos, em que o ex-líder cubano elogiou Mandela e lembrou o papel de Cuba no combate ao apartheid na África do Sul.

"Parabenizo o camarada Raúl por sua atuação brilhante (no tributo), e especialmente por sua firmeza e dignidade quando, com uma saudação amigável, mas firme, ao chefe do governo dos Estados Unidos, disse em inglês: 'sr. presidente, eu sou Castro".

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A Casa Branca minimizou o aperto de mãos, dizendo que não foi planejado e que não passou de uma gentileza.

Ainda assim, o encontro teve ressonância porque as relações entre EUA e Cuba foram submetidas a um inesperado aquecimento nos últimos meses, com vários casos de cooperação em vez da retórica hostil habitual.

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Obama disse no mês passado, em Miami, que pode ser hora de os Estados Unidos reverem as políticas com relação à Cuba, contra quem o governo norte-americano mantém um embargo comercial há mais de meio século.

Obama questionou se a política em prática desde 1961 continua a ser uma forma eficaz de lidar com as diferenças dos EUA com a ilha comunista.

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Fidel, de 87 anos e que foi operado em 2006 no intestino e nunca se recuperou totalmente, entregou o poder ao irmão cinco anos mais novo em 2008.

Fidel não fez nenhum comentário público sobre a morte de Mandela à época, e não pôde comparecer à cerimônia de homenagem da semana passada na África do Sul devido à idade avançada.

Ele não é visto em público há meses, mas uma foto oficial divulgada na segunda-feira o mostrou sentado conversando com seu biógrafo, o escritor espanhol Ignacio Ramonet, na semana passada.

Fidel Castro foi uma voz de liderança contra o apartheid numa época em que outros líderes mundiais relutavam em falar.

Mandela era profundamente grato ao apoio cubano na luta contra o apartheid -- um conflito que incluiu tropas cubanas que lutaram e morreram no sul de Angola.

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