Forte terremoto no sul do Irã deixa pelo menos três mortos e 500 feridos
Internacional|Do R7
(Atualiza com novos dados) Teerã, 9 abr (EFE).- Um terremoto de 6,1 graus na escala Ritcher atingiu a cidade de Kaki, na província de Busher, no Irã, e deixou pelo menos três pessoas mortas e 500 feridas, informou a agência local "Mehr". Já a agência sindical "ILNA" eleva o número de mortos para seis e diz que 23 aldeias sentiram o movimento telúrico. Duas dessas aldeias, Tesuch e Shanbe, ficaram praticamente em ruínas. Cerca de 10 mil pessoas perderam suas casas ou fugiram dos imóveis com medo de novas réplicas do terremoto nas zonas mais afetadas. Elas passarão a noite na rua, de acordo com a "ILNA". O diretor do Crescente Vermelho Iraniano, Mahmou Mozafar, afirmou que, como o terremoto ocorreu em uma zona de montanhas próxima ao mar, a 51,58 graus de longitude leste e 28,48 graus de latitude norte, seus efeitos foram menos devastadores do que os previsíveis por sua magnitude, segundo a agência "Mehr". A agência estudantil "Isna" informou que embora o terremoto tenha causado danos em infraestruturas na zona e nas casas da área afetada pelo tremor, que é muito ampla, esses danos são limitados. Segundo o governador da província, Fereydum Hasanvband, citado pela "Mehr", o terremoto, ocorrido às 16h22 local (8h52, horário de Brasília), não afetou a usina nuclear de Busher, situada a 100 km de seu epicentro, embora a empresa russa que é responsável pela contrução tenha dito que o terremoto foi sentido nas instalações. Na usina nuclear, a única do Irã e que está em fase de testes antes de ser integrada à rede elétrica do país, a situação é normal, segundo a agência local "Fars". O Crescente Vermelho anunciou que suas equipes de resgate estão indo para a zona do tremor e que cerca de 100 ambulâncias estão preparadas para ir ao local, segundo o diretor do Centro de Assistência em Desastres e Emergências, Mohamad Tagui Talebian, citado pela agência oficial "Irna". Os centros de emergência das províncias de Fars e Juzestan, cidades próximas a Busher, estão em estado de alerta e esperam notícias para sua possível mobilização, acrescentou Talebian. Pelo menos dois helicópteros de observação sobrevoam a zona para determinar os danos e possíveis vítimas do terremoto. Nas encostas de algumas montanhas ocorreram alguns deslizamentos, segundo "Fars", o que aumenta para 100 o número de feridos hospitalizados na cidade, onde os serviços de água, eletricidade e telefonia ficaram suspensos com o rompimento dos encanamentos e linhas. Após o terremoto principal, em duas horas e meia foram registradas na zona pelo menos 16 réplicas, as duas mais fortes de 4,8 e 5,3 graus na escala Richter. O Irã se encontra em uma zona de grandes falhas terrestres e os terremotos são comuns em todo o país, alguns deles de magnitude devastadora, que deixaram milhares de mortos nas últimas décadas. O último com graves efeitos, muito similar em magnitude ao de hoje, foi em agosto do ano passado, na província do Azerbaijão Oriental, onde morreram 306 pessoas e 4.500 ficaram feridas ao serem registrados dois movimentos consecutivos de 6,2 e 6 graus Richter. Há dez anos, em dezembro de 2003, um terremoto de 6,6 graus na escala Richter destruiu o oásis de Bam, na província sudeste de Kerman, e mais de 30 mil pessoas morreram, embora algumas fontes elevam significativamente esse número. O mais mortífero dos terremotos registrados no país aconteceu em junho de 1990 na província noroeste de Gilan, junto ao mar Cáspio, que alcançou os 7,7 graus Richter e causou a morte de pelo menos 37 mil pessoas e deixou mais de 100 mil feridos. EFE ar/ff









