França acorda com rastro de destruição e calcula prejuízo após protestos: ‘Zona de guerra’
Atos contra custo de vida e precarização dos serviços públicos deixaram um morto, centenas de policiais feridos e quase 1.800 presos
Internacional|Do R7, com Reuters
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
A França amanheceu neste domingo (18) diante dos destroços de um dos dias mais violentos de protestos no país dos últimos anos. Os protestos contra os preços elevados e a situação dos serviços públicos deixaram um manifestante morto, centenas de policiais feridos e quase 1.800 pessoas detidas.
As manifestações em todo o país se transformaram em tumultos no sábado. Enquanto centenas de milhares de pessoas protestavam pacificamente em marchas pelas ruas de dezenas de cidades, grupos minoritários violentos saquearam lojas de luxo e supermercados e atacaram viaturas e agentes da polícia. A prefeitura de Limoges, a 400km de Paris, foi quase completamente destruída em um incêndio criminoso.
“É como uma zona de guerra”, disse um visitante de Paris na manhã seguinte aos protestos violentos que abalaram a capital francesa. Tije De Boer veio dos Países Baixos a Paris com seus filhos para visitar um amigo e afirmou que os protestos o obrigaram a deixar seu hotel na Place de la République.
Segundo a pesquisadora científica Paola Formenti, a violência foi uma parte pequena dos protestos e que o foco deveria estar nas reivindicações dos manifestantes. “É claro que isso precisa ser condenado e combatido, mas é natural que as pessoas que não recebem respostas do governo, que enfrentam dificuldades para viver o dia a dia, estudar, comer e ter uma moradia adequada, acabem ficando revoltadas.”
Onda de protestos na França

Desde setembro, o país vive uma onda de protestos motivados pelas condições nas escolas públicas e pela falta de professores nos bairros periféricos. Posteriormente, o movimento ganhou força e passou a protestar contra desigualdade, aumento do custo de vida e medidas de corte de gastos propostas pelo governo.
Em resposta às manifestações, O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, afirmou que o governo não seria “intimidado” pela violência e atribuiu os tumultos à “extrema esquerda” e a criminosos, em um momento em que as eleições presidenciais estão previstas para o próximo ano.
Já o presidente Emmanuel Macron prometeu processar e punir as pessoas que haviam cometido esses ataques.












