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França mantém ataques aéreos no Mali

Potências estão preocupadas que insurgentes possam usar o norte do Mali como plataforma para ataques internacionais

Internacional|Do R7

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Aeronave belga está em alerta no aeroporto militar de Melsbroek, na Bélgica, preparada para zarpar a qualquer momento para o Mali
Aeronave belga está em alerta no aeroporto militar de Melsbroek, na Bélgica, preparada para zarpar a qualquer momento para o Mali

A França manteve os ataques aéreos contra rebeldes islâmicos no Mali nesta terça-feira (15), em meio a preocupações de que atrasos no envio de tropas africanas possam colocar em risco uma missão mais ampla para desalojar a Al Qaeda e seus aliados.

A França já enviou centenas de tropas ao Mali e realizou ataques aéreos diários desde sexta-feira em uma vasta região do deserto que foi ocupada no ano passado por uma aliança islâmica que combina o braço da Al Qaeda no Norte da África, AQIM, com grupos rebeldes originários do Mali, o Mujwa e Ansar Dine.

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Potências ocidentais e regionais estão preocupadas que os insurgentes possam usar o norte do Mali como plataforma para ataques internacionais.

Chefes de Defesa da África Ocidental devem reunir-se em Bamako na terça-feira para aprovar planos a fim de agilizar o envio de 3.300 tropas regionais, previstas em um plano de intervenção apoiado pela ONU que deve ser liderado por africanos.

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Falando de uma base militar francesa em Abu Dhabi, no início de uma visita aos Emirados Árabes Unidos, o presidente da França, François Hollande, disse que as forças francesas no Mali desde sexta-feira realizaram ataques noturnos "que atingiram seus alvos".

"Vamos continuar o destacamento de tropas no terreno e pelo ar", disse Hollande.

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— Temos 750 tropas destacadas no momento e esse número vai continuar crescendo, para que o mais rápido possível a gente possa entregar aos africanos.

A França planeja enviar um total de 2.500 soldados para sua ex-colônia com o objetivo de fortalecer o Exército do Mali e trabalhar com as tropas de países do oeste africano.

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O chanceler francês, Laurent Fabius, que acompanha Hollande na visita em que a França espera fechar a venda de 60 caças Rafale aos Emirados, disse que os países do Golfo Pérsico também podem participar da campanha no Mali.

Fabius acrescentou que haverá um encontro de doadores para a operação no Mali, provavelmente em Addia Ababa, no final de janeiro.

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