França registra prisão de mais de 270 pessoas durante protestos contra custo de vida
Manifestações também ocorrem contra a deterioração dos serviços públicos no país
Internacional|Do R7, com Reuters
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Cerca de 272 pessoas foram presas até o meio da tarde deste sábado (17), após os protestos contra o custo de vida e a deterioração dos serviços públicos na França, informou o Ministério do Interior. As ocorrências envolveram pessoas em Paris, Marselha, Rennes, Toulouse e Angers.
A polícia de choque usou gás lacrimogêneo para dispersar estudantes do ensino médio e universitários que protestavam em Estrasburgo e em Lille, que também teve algumas lojas saqueadas durante os tumultos. Havia uma forte presença policial no centro de Paris, especialmente perto de pontos turísticos como a avenida Champs-Élysées e o Arco do Triunfo, que foram excluídos dos percursos das duas manifestações oficiais.
Os manifestantes foram às ruas com coletes amarelos ou verdes de alta visibilidade, que foram vistos bloqueando ruas, relembrando o movimento dos Coletes Amarelos, que começou em 2018 como um protesto contra os impostos sobre o diesel.
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Um dos participantes disse que o custo de vida se tornou “assustador”, acrescentando que precisa gastar cerca de 100 euros apenas com alimentos básicos ou para abastecer o carro.
Na Praça da República, os manifestantes disseram que diversos grupos estavam se unindo em torno de uma causa comum, afirmando que a união era “exatamente o que é necessário para gerar mudanças”.
Os bombeiros também correram para o local, onde um veículo foi incendiado após confrontos entre a polícia e os manifestantes. Uma densa fumaça preta tomou conta do céu enquanto as equipes lutavam para conter o fogo. O escritório de turismo de Lyon também foi incendiado.
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