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Funcionários da Área 51 foram ‘mortos por inimigo invisível’ durante projetos ultrassecretos

Grupo denuncia doenças graves, mortes e até filhos com malformações após trabalhar em base ultrassecreta dos EUA

Internacional|Do R7

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Área 51 é cercada de mistérios e segredos nunca antes revelados Pixabay

Um grupo de veteranos da Força Aérea dos Estados Unidos que trabalhou na Área 51 denunciou ter sido exposto à radiação durante anos em uma região contaminada sem sequer serem avisados. Segundo os ex-militares, isso resultou em mortes, doenças graves e até sequelas em seus filhos.

Os veteranos atuaram como seguranças na Faixa de Testes e Treinamento de Nevada (NTTR), onde fica localizada a misteriosa Área 51. Eles acusam o governo dos EUA de “traição”, ao permitir que fossem expostos a um “inimigo invisível” enquanto protegiam aeronaves experimentais, como o bombardeiro stealth F-117A Nighthawk.


RESUMO DA NOTÍCIA

  • Veteranos da Força Aérea dos EUA denunciam exposição à radiação na Área 51.
  • Mais de 490 colegas de trabalho teriam morrido devido a doenças graves pós-exposição.
  • O Departamento de Assuntos dos Veteranos nega cobertura médica alegando "dados mascarados".
  • Projetos de lei estão em tramitação para oferecer compensações aos veteranos prejudicados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A origem da contaminação remonta à década de 1970, quando testes nucleares deixaram a área saturada de radiação. Um relatório de 1975 chegou a confirmar o risco, mas concluiu que interromper as operações militares na região “não seria de interesse nacional”.

O sargento aposentado David Crete, que trabalhou na NTTR entre 1983 e 1987, afirma que mais de 490 colegas morreram de doenças graves desde o período em que atuaram na base secreta. “Tenho atrofia cerebral. O lado esquerdo do meu cérebro está encolhendo e morrendo. E eu ainda sou um dos saudáveis”, contou Crete em um depoimento no Congresso americano em abril.


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Apesar dos casos alarmantes, o Departamento de Assuntos dos Veteranos dos EUA se recusa a arcar com os custos médicos dos ex-militares. Isso porque os registros das atividades são classificados como “dados mascarados”, impossibilitando a comprovação oficial da exposição à radiação.

Segundo Crete, a média de idade das mortes entre os veteranos da NTTR é de 65 anos. O mais jovem morreu aos 33. Ele diz que não conhece ninguém da unidade que tenha vivido além dos 80 anos.


E os efeitos da exposição ultrapassaram os próprios soldados. “Minha esposa teve três abortos espontâneos. A esposa de um colega de trabalho teve sete. Meus quatro filhos nasceram com malformações ou problemas graves de saúde”, relatou. “Não sei de quem é a culpa, mas fui eu que trouxe isso para casa. Meu DNA foi alterado por exposição prolongada a radiação ionizante”.

A legislação atual dos EUA até prevê compensações para trabalhadores civis que atuaram em áreas contaminadas. No entanto, os veteranos da NTTR não são contemplados por estarem ligados a missões secretas. Dois projetos de lei, o Protect Act e o Forgotten Veterans Act, estão em tramitação no Congresso para tentar corrigir essa injustiça.

Para o veterano Mike Nemcic, o que aconteceu foi um ato deliberado: “Eles sabiam de tudo e preferiram manter segredo porque era mais conveniente.”

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