Funcionários de zoológico no Japão fingem ser pandas e são alimentados pelos visitantes
Últimos quatro animais da espécie no parque japonês voltaram para a China em junho de 2025
Internacional|Do R7
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Funcionários de um zoológico no Japão ocuparam o lugar dos últimos pandas, que tiveram de retornar para a China, e agora se apresentam como os animais dentro de jaulas e recebendo alimentos das mãos dos visitantes.
Trabalhadores do parque de diversões e zoológico Adventure World, na província de Wakayama, usam chapéus com a face de panda e ficam à espera dos visitantes que participam do programa “Clube do Amor ao Panda”.
A proposta é que as pessoas tenham permissão de se vestirem como funcionário do zoológico e possam “experimentar um programa que imita o trabalho real de cuidado com os animais, como preparar refeições, observar comportamento, preencher relatórios diários e verificar a segurança da área de exercícios”, segundo nota divulgada pelo parque.
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O problema é que os últimos quatro pandas que viviam no local tiveram que voltar para a China em junho de 2025.
Ao jornal britânico The Times, o parque afirmou que a atração “permitirá que os visitantes aprendam sobre a relação entre pandas e a equipe de cuidados e experimentem a importância de passar as vidas dos pandas gigantes para o futuro”.
O programa dura 90 minutos, custa 8.000 ienes (cerca de R$ 270) e dá direito a alimentar os falsos pandas com pedaços de maçã.
Ainda neste mês de janeiro, o Japão irá devolver à China seus dois últimos pandas, que estão no zoológico de Ueno, em Tóquio.
A decisão segue regras dos acordos de empréstimo, mas ocorre em um momento de deterioração das relações bilaterais e ganhou forte carga simbólica. Segundo o The Times, nos últimos meses Pequim suspendeu algumas importações de alimentos, bloqueou música j-pop e cancelou concertos de artistas japoneses.
A chamada diplomacia dos pandas é um instrumento tradicional da política externa chinesa. Os animais são emprestados a países considerados parceiros e retornam à China ao fim do acordo. Filhotes nascidos no exterior também pertencem ao país de origem da espécie e não permanecem definitivamente nos zoológicos estrangeiros. Em alguns momentos, a retomada dos pandas também foi interpretada como sinal de descontentamento político.
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