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Tigres podem voltar a viver no Cazaquistão 70 anos após desaparecerem

Possibilidade surge com projeto que busca restaurar habitat natural da espécie e de outros animais silvestres

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Tigres podem retornar ao Cazaquistão após 70 anos devido a projeto de restauração de habitat.
  • Iniciativa envolve o plantio de mais de 37 mil árvores ao redor do Lago Balkhash.
  • Há a expectativa de receber pelo menos 10 tigres até 2033, com meta de atingir 120 animais a longo prazo.
  • Atualmente, os tigres ocupam menos de 6% de sua área original e enfrentam severa fragmentação populacional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Tigre é uma das espécies mais ameaçadas de extinção Reprodução/Andy Rouse via WWF

Os tigres podem voltar a viver no sudeste do Cazaquistão cerca de 70 anos depois de desaparecerem da região, graças a um programa que promoveu o plantio de mais de 37 mil árvores ao longo de 2025 nas proximidades do Lago Balkhash. A iniciativa busca restaurar o habitat natural da espécie e de outros animais silvestres.

Entre as espécies de árvores plantadas estão 30 mil mudas de oleastro-de-folhas-estreitas, 5 mil salgueiros e cerca de 2 mil turangas, típicas da Ásia Central.

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Os cientistas apontam que, além da perda do habitat, o desaparecimento dos tigres no Cazaquistão foi impulsionado por anos de caça intensa e a redução de presas naturais, segundo os pesquisadores.

“A restauração das florestas de tugai é fundamental para o retorno da vida selvagem à região. Sem ecossistemas saudáveis, é impossível falar em populações animais estáveis, incluindo o retorno do tigre”, afirma em comunicado Aibek Baibulov, gerente de projetos de restauração florestal do WWF Ásia Central no Cazaquistão.

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Os resultados do projeto já são visíveis, de acordo com os pesquisadores. Algumas das árvores plantada já atingem cerca de 2,5 metros de altura e têm raízes que, de tão profundas, alcançam o lençol freático. “Não estamos simplesmente plantando árvores, estamos lançando as bases para ecossistemas resilientes, capazes de se autossustentarem”, explica Baibulov.

A expectativa é que, até 2033, o habitat possa receber ao menos 10 tigres. Os pesquisadores, no entanto, tem uma meta ainda mais ambiciosa: estabelecer uma população de pelo menos 120 animais a longo prazo.

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A região já conta com dois moradores: os tigres Bodhana e Kuma, que foram transferidos de um centro de conservação na Holanda para um recinto dentro da reserva.

Considerada uma das espécies mais ameaçadas de extinção, a população de tigres ocupa atualmente menos de 6% de seu habitat. São cerca de 4.500 felinos, que estão espalhados por apenas 63 áreas isoladas ao redor do mundo.

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