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Furacão Ian: ao menos 23 pessoas morrem nos Estados Unidos

Tempestade chegou à Carolina do Sul nesta sexta-feira (30); presidente Biden diz que reconstrução pode levar anos

Internacional|Do R7, com informações da Record TV e AFP

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Região da Flórida ficou destruída após a passagem do furacão
Região da Flórida ficou destruída após a passagem do furacão

Após causar destruição na Flórida, o furacão Ian perdeu força e chegou ao estado da Carolina do Sul como um ciclone. Ao menos 23 pessoas morreram, mas esse número pode mudar nas próximas horas.

*Texto apontava mais de 40 mortes, mas foi corrigido para ao menos 23 mortes, após informações das agências AFP e Reuters até as 11h45 deste sábado (1º).

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A tempestade atingiu as proximidades da cidade de Georgetown com rajadas de até 140 km/h. O presidente Joe Biden disse que o furacão Ian "provavelmente vai ficar entre as piores tempestades do país" e que deve levar anos para a reconstrução das regiões atingidas.

Segundo o Centro Nacional de Furacões, a previsão é que o Ian enfraqueça à medida que segue para o interior do país.

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As chuvas e os ventos começaram antes de sua chegada à cidade histórica de Charleston, e nas redes sociais circulavam vídeos da cidade de Myrtle Beach inundada. "Esta é uma tempestade perigosa, que trará fortes ventos e muita água, mas o mais perigoso será o erro humano. Seja inteligente, tome boas decisões, monitore seus entes queridos e mantenha-se a salvo", tuitou o governador da Carolina do Sul, Henry McMaster.

Na Flórida, o dano material foi "histórico" neste estado do sudeste americano, com inundações sem precedentes, segundo o governador Ron DeSantis. Ian deixou ruas e casas alagadas e barcos que estavam atracados nos portos esportivos ficaram espalhados pelo chão.

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Nesta sexta, em Kissimmee, não muito longe de Orlando, as autoridades cruzaram as áreas inundadas em barcos para resgatar os moradores presos em suas casas.

Na Flórida "acabamos de começar a ver o alcance da destruição", disse o presidente Biden em um discurso. "É provável que esteja entre as piores (...) da história do país".

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Até a manhã desta sexta, cerca de 1,9 milhão de pessoas permaneciam sem eletricidade no estado, segundo o governador da Flórida.

Mesmo assim, em meio a árvores derrubadas e fachadas destruídas, um punhado de restaurantes e bares reabriram no centro de Fort Myers. Dezenas de pessoas estavam sentadas em mesas em um terraço debaixo de um sol radiante.

"Foi horrível, mas sobrevivemos. O teto da nossa casa voou, uma grande árvore caiu sobre nossos carros, nosso jardim inundou, mas fora isso, está tudo bem", disse Dylan Gamber, de 23 anos, agradecendo à solidariedade reinante entre os vizinhos.

Segundo estimativas iniciais, a passagem do furacão Ian poderia custar às seguradoras até 47 bilhões de dólares e afetará negativamente o crescimento dos Estados Unidos, devido sobretudo aos cortes de energia, cancelamentos de voos e danos à produção agrícola.

Biden disse que pretende visitar a Flórida o quanto antes, mas também o território americano de Porto Rico, devastado recentemente pelo furacão Fiona.

Ao mesmo tempo, prosseguiam as buscas por 17 pessoas desaparecidas após o naufrágio, na quarta-feira, de uma embarcação de migrantes perto do arquipélago dos Keys, no extremo sul da Flórida.

Das 27 pessoas a bordo, uma foi encontrada morta e outras nove foram resgatadas, informou a Guarda Costeira. Entre elas estavam quatro cubanos que nadaram até a margem dos Keys.

Antes de devastar a Flórida, na terça-feira Ian varreu Cuba, onde deixou ao menos três mortos e provocou um apagão generalizado.

A lenta recuperação do serviço elétrico em Cuba, onde a capacidade de geração de energia ainda era insuficiente para atender à demanda, mantinha a tensão social em Havana nesta sexta, após protestos noturnos em vários pontos da capital.

A mudança climática causada pelas atividades humanas está provocando eventos meteorológicos mais severos em todo o mundo, segundo os especialistas.

De acordo com uma análise preliminar de cientistas americanos, divulgada nesta sexta, o aquecimento global acrescentou 10% mais chuvas ao furacão Ian.

"A mudança climática não causou o furacão, mas o tornou mais úmido", disse Michael Wehner, do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, subordinado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, um dos cientistas que participaram deste estudo.

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