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Gás lacrimogêneo voa no Cairo enquanto Constituição egípcia toma corpo

Internacional|Do R7

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Por Yasmine Saleh e Tom Perry

CAIRO, 1 Dez (Reuters) - Forças de segurança egípcias dispararam gás lacrimogêneo na praça Tahrir, no Cairo, para dispersar manifestantes anti-governo neste domingo, em um momento em que a nova Constituição que reforça o poder político dos militares está perto de ficar pronta.

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O esboço da Constituição reflete como o balanço de poder mudou no Egito desde que generais seculares derrubaram o presidente islâmico Mohamed Mursi, em julho, após muitos protestos contra seu governo.

O documento contém elementos que podem até implicar na proibição total de partidos islâmicos.

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A Constituição precisa ser aprovada em referendo antes de novas eleições, das quais o partido Irmandade Muçulmana, de Mursi, não deve participar por motivos de segurança e por suas atividades terem sido proibidas.

"O povo quer derrubar o regime", cantaram centenas de manifestantes que foram à praça Tahrir, epicentro do levante contra o presidente Hosni Mubarak, em 2011.

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Embora tenha durado apenas meia hora antes da ação das forças de segurança, o protesto parece ter sido o maior de simpatizantes da Irmandade na Praça Tahrir desde a queda de Mursi. "Com nosso sangue e nossa alma, nos sacrificamos por você, Islamismo", cantaram alguns.

Um manifestante escalou um poste de luz e pendurou uma fotografia de Mursi. Outros fizeram o gesto com os quatro dedos, que mostra simpatia pelas centenas de apoiadores de Mursi que foram mortos pelas forças de segurança no Cairo, em 14 de agosto.

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Alguns manifestantes disseram que não são da Irmandade. "Eu quero que Sisi saia e que o governo militar chegue ao fim", disse Ramez Ibrahim, 32 anos, professor de ciência política, em referência ao chefe das forças armadas general Abdel Fattah al-Sisi.

Veículos do exército movimentaram-se para dispersar os manifestantes e depois fecharam a praça completamente. Alguns pedestres xingaram os protestantes, outros demonstraram apoio. Mais cedo, participantes do protesto colocaram fogo em um caminhão da polícia perto da Universidade do Cairo.

O governo diz que está determinado a implementar uma lei aprovada semana passada que restringe fortemente os protestos. Criticada pelos Estados Unidos, a lei tem levantado receios de democratas a respeito do futuro das liberdades políticas no Egito.

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