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Governo sírio está pronto para negociar com grupos armados, diz ministro

Internacional|Do R7

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BEIRUTE, 18 Fev (Reuters) - A Síria está disposta a conversar com grupos armados de oposição, disse o ministro para a reconciliação nacional, nesta segunda-feira, na primeira vez que o governo ofereceu manter negociações diretas com forças rebeldes.

Não ficou claro se os comentários de Ali Haidar, que não está no círculo mais próximo do presidente Bashar al-Assad, refletem uma mudança substantiva na política do país.

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Assad disse em janeiro que não haveria diálogo com pessoas que ele chamou de traidores ou "fantoches feitos pelo Ocidente".

O abismo político entre o governo e os rebeldes e uma falta de influência da oposição sobre os combatentes rebeldes permitiram que o conflito chegasse a 23 meses na Síria. A Organização das Nações Unidas (ONU) diz que cerca de 70 mil pessoas foram mortas neste período.

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Um impasse diplomático internacional tem impedido uma intervenção eficaz.

Autoridades sírias não deram nenhuma resposta formal a várias ofertas de negociações por parte da principal coalizão de oposição. Haidar disse na semana passada que Damasco não tinha recebido um convite para negociações.

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"Nós, o governo e eu pessoalmente, vamos reunir, sem exceções, os grupos de oposição sírios dentro e fora (da Síria)", disse ele na segunda-feira durante uma sessão parlamentar.

"O presidente do país disse que vamos tentar (conversar) com todos que são contra nós politicamente. E mesmo aqueles que usam armas, temos de tentar com eles", afirmou, sem dar detalhes.

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Ele advertiu que quaisquer "conversações preliminares" eram diferentes do Diálogo Nacional, uma proposta de reconciliação feita por Assad que autoridades disseram que deve ser realizada em Damasco e apenas com membros da oposição "sem sangue nas mãos".

"Com relação às negociações, a porta está aberta", declarou Haidar.

George Sabra, um vice-presidente da oposicionista Coalizão Nacional Síria, disse que orientações que a coalizão vai apresentar para discussão em uma assembleia na quinta-feira explicam que não haverá diálogo antes que Assad renuncie.

"(As diretrizes preveem) que não há conversas formais e informais com o regime sírio se Bashar al-Assad e sua equipe ainda estiverem no poder", disse Sabra à Reuters em uma conferência em Estocolmo.

"Eles têm que deixar o poder. Então nós podemos começar o diálogo, com os outros que não dão quaisquer ordens para matar pessoas, para prejudicar o país."

(Reportagem de Oliver Holmes em Beirute e Anna Ringstrom em Estocolmo)

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