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Governo sírio pede à ONU que impeça ataque estrangeiro ao país

Liga Árabe se mostra favorável a uma intervenção na Síria com aval da ONU

Internacional|Do R7

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Chanceleres árabes se reuniram ontem no Cairo
Chanceleres árabes se reuniram ontem no Cairo

O governo da Síria pediu que a ONU assuma sua responsabilidade para impedir um ataque estrangeiro no país e impulsione uma solução política para o conflito, informou a agência oficial de notícias Sana.

Segundo o representante de Damasco nas Nações Unidas, Bashar Jafari, a Síria enviou duas cartas ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e à presidente de turno do Conselho de Segurança, a embaixadora argentina María Cristina Perceval, para tentar evitar uma possível intervenção militar no país.

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As chances de uma ação estrangeira ficaram maiores no fim de semana, após o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, afirmar que recebeu exames que apontam para o uso de gás sarin no subúrbio de Damasco, no dia 21 de agosto. O ataque químico deixou mais de 1.400 mortos, segundo os EUA.

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Um dos principais aliados dos norte-americanos na região, a Liga Árabe se reuniu na noite de ontem no Cairo.

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O secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al Araby, disse nesta segunda-feira (2) ser favorável a uma intervenção na Síria com aval da ONU. Araby descartou que existam divisões entre os países árabes em relação à última resolução sobre o conflito sírio.

— O que pedimos é que a intervenção seja com aval das Nações Unidas.

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O secretário também destacou que a resolução emitida ontem, após a cúpula de ministros das Relações Exteriores dos países da Liga Árabe, só contou com a rejeição do Líbano.

Os chefes da diplomacia dos países árabes não fizeram ontem alusão à intervenção militar reivindicada pelos Estados Unidos, apesar de pedirem à ONU e à comunidade internacional que assumam suas responsabilidades para "tomar as medidas dissuasórias necessárias" contra os autores do suposto ataque químico do dia 21 de agosto perto de Damasco.

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