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Governo Trump pode reativar prisões secretas da CIA no exterior

Autoridades dos EUA afirmaram que presidente deve retomar programa de interrogatório

Internacional|Do R7

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Donald Trump, ao lado do vice-presidente americano Mike Pence
Donald Trump, ao lado do vice-presidente americano Mike Pence

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve assinar um decreto que pode levar à reativação do programa da CIA de interrogatório de suspeitos de terrorismo em prisões secretas no exterior com a utilização de técnicas que já foram consideradas formas de tortura, disseram à Reuters duas autoridades dos EUA nesta quarta-feira.

Os locais secretos da CIA foram usados para a detenção de suspeitos capturados durante a chamada "guerra ao terror", lançada pelo ex-presidente George W. Bush após os ataques de 11 de setembro de 2001.

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O extinto programa com as chamadas "Técnicas Avançadas de Interrogatório", que incluem uma prática conhecida como simulação de afogamento, foi descrito em 2014 como ineficaz para a produção de informações de inteligência valiosas em um relatório do Comitê de Inteligência do Senado dos EUA.

O decreto presidencial pede por uma revisão de alto nível que pode recomendar a Trump a "reativação do programa de interrogatório de alto valor para terroristas estrangeiros que seja operado fora dos Estados Unidos", e que a CIA seja responsável por administrar essas instalações, de acordo com uma cópia do esboço do decreto publicada pela Washington Post.

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As duas autoridades dos EUA ouvidas pela Reuters, que falaram sob condição de anonimato, disseram que Trump deve assinar o decreto nos próximos dias.

O decreto também autorizaria uma revisão das técnicas de interrogatório que forças dos EUA podem usar com suspeitos de terrorismo, a continuidade do centro de detenção dos EUA na base naval de Guantánamo, em Cuba, e o fim do acesso a todos os presos sob custódia dos EUA pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

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"Vamos reconstruir o nosso país", declarou Donald Trump em seu 1º discurso como presidente dos EUA

Caso tome essas medidas, Trump revogaria decisões do ex-presidente Barack Obama em busca de fechar a prisão de Guantánamo, encerrar o programa de instalações secretas da CIA, garantir o acesso da Cruz Vermelha a todos os presos sob custódia dos EUA e restringir os métodos de interrogatório aos previstos no manual das Forças Armadas.

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