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Grande equívoco é transformar lideranças iranianas em mártires, diz especialista

Assembleia dos Peritos, onde cerca de 90 aiatolás se reuniam para escolher o novo líder supremo do Irã, foi supostamente destruída

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O líder interino do Irã anunciou a escolha de um novo líder supremo em reunião com cerca de 90 aiatolás na Assembleia dos Peritos.
  • Recentemente, o prédio da Assembleia foi destruído em um ataque aéreo israelense, possivelmente com todos os aiatolás no local.
  • O professor Marcus Vinícius de Freitas classifica o ataque como uma "nova cruzada" e alerta para a possibilidade de os líderes religiosos se tornarem mártires.
  • A fragmentação do Irã pode intensificar conflitos e aumentar a influència da oposição antissionista na região.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Nesta segunda (2), o líder interino do Irã, Alireza Arafi, havia declarado que o país iria escolher rapidamente um novo líder supremo para substituir Ali Khamenei. Cerca de 90 aiatolás se reuniriam na Assembleia de Peritos do Irã para eleger o novo governante. Nesta terça (3), a imprensa israelense informou que o prédio havia sido destruído, com todos os integrantes dentro, em um novo ataque aéreo.

O ataque caracteriza — na opinião do professor da Universidade de Relações Exteriores da China, Marcus Vinícius de Freitas — uma “nova cruzada”. Ele elabora: “Esses aiatolás têm uma função muito importante na vida espiritual dessas pessoas. É como se você começasse a eliminar os líderes religiosos do Ocidente em razão de alguma doutrina que eles pregaram e era contrária aos interesses do seu país.”


Vinícius também alertou, em entrevista ao Conexão Record News, que a medida pode cometer o equívoco de transformar os líderes em mártires, da mesma maneira que ocorreu com a morte de Khamenei. Além disso, ao eliminar as principais figuras de sucessão, Israel coloca o Irã em um vácuo de poder que levará a conflitos e instabilidade na região.

“A ideia de fragmentar o Irã, que é uma tentativa também do governo Netanyahu, tem o objetivo claro de fazer com que o país se torne mais fraco com esta fragmentação”, avalia Vinícius. Ele acredita que tal cenário manteria Israel como uma potência hegemônica do Oriente Médio, mas também aumentaria a força da oposição antissionista, que é contra a existência do Estado de Israel.

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