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Grécia fracassa em tentativa de liberar recursos enquanto reformas são aguardadas

Internacional|Do R7

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Por Jan Strupczewski e George Georgiopoulos

BRUXELAS/ATENAS (Reuters) - A Grécia não conseguiu nesta quarta-feira assegurar um pagamento rápido de dinheiro do fundo de resgate da zona do euro que ajudaria a afastar uma potencial insolvência no mês que vem, aumentando a pressão sobre Atenas para a entrega de um programa convincente de reformas dentro de dias.

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Atenas havia apelado ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF, na sigla em inglês) pela devolução de 1,2 bilhão de euros (1,32 bilhão de dólares), que o governo grego disse que havia pago a mais ao transferir bônus destinados à recapitalização de bancos de volta ao fundo baseado em Luxemburgo neste mês.

No entanto, altas autoridades da zona do euro concordaram em teleconferência nesta quarta-feira que a Grécia não tem direito legal ao dinheiro, embora tenham dito que vão ponderar sobre como abordar a questão no futuro. [nL2N0WR132]

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A decisão do grupo de trabalho do Eurogrupo foi um revés para o primeiro-ministro de esquerda, Alexis Tsipras, que enfrenta dificuldades para garantir novos recursos para manter seu governo solvente, enquanto apresenta um plano de reforma abrangente e defende um alívio da dívida.

Uma fonte familiarizada com a posição financeira da Grécia disse à Reuters, na terça-feira, que Atenas ficará sem dinheiro em 20 de abril sem recursos novos.

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A Alemanha, principal credora da UE e à qual Tsipras fez uma visita para consertar as relações nesta semana após semanas de asperezas entre Atenas e Berlim, estava entre os países que se opuseram à devolução dos 1,2 bilhão de euros.

"Não vemos motivo para liberá-lo", disse o porta-voz do ministério alemão das Finanças Martin Jaeger numa coletiva de imprensa de rotina, acrescentando que o financiamento do EFSF foi disponibilizado à Grécia no ano passado como uma salvaguarda durante testes de estresse de bancos, mas que não havia se sido necessário.

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Jaeger disse que os ministros das Finanças da zona do euro decidiram no mês passado, quando estenderam o acordo de resgate da Grécia, transferir esse dinheiro de volta ao EFSF em Luxemburgo onde ficaria disponível para recapitalização de bancos, caso a Grécia necessitasse no futuro.

Tsipras prometeu entregar uma lista completa de reformas planejadas até segunda-feira, mas não está claro se incluirá medidas acertadas pelo governo anterior liderado pelos conservadores como privatizações e reformas em aposetandorias.

Autoridades da zona do euro disseram que será difícil para Atenas fechar os números do Orçamento sem projetados 4 bilhões de euros provenientes da venda de ativos do Estados neste ano e de economias via aposentadorias mais tardias e uma fusão de fundos de pensão.

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