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Greve paralisa embarques agrícolas da Argentina

Um projeto de reforma, já aprovado pelo Senado, será discutido pela Câmara dos Deputados

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Greve de 48 horas paralisou exportações agrícolas na Argentina devido a reforma trabalhista do governo.
  • Atividades portuárias em Rosário, um dos maiores centros de agroexportação, foram afetadas.
  • Câmara dos Deputados debaterá projeto de reforma trabalhista, já aprovado no Senado, que enfrenta resistência sindical.
  • Greves podem impactar negativamente a economia da Argentina, que depende fortemente de exportações.

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Protestos na Argentina, na semana passada
O governo argentino considera as greves um desafio à produtividade e ao fluxo de divisas do país Martin Cossarini/Reuters - 11.02.2026

As atividades de exportação de grãos e derivados da Argentina estavam paralisadas nesta quarta-feira (18) devido a uma greve realizada por sindicatos marítimos contra uma reforma trabalhista promovida pelo governo do país, disse o presidente da Câmara de Exportadores e Processadores de Grãos CIARA-CEC.

“Isso (a greve de 48 horas) claramente paralisa totalmente as atividades de agroexportação e nos parece uma medida totalmente política e distante das necessidades específicas”, disse Gustavo Idígoras, presidente da CIARA-CEC, à Reuters.


A greve, que começou nesta quarta-feira e vai se estender até a meia-noite de quinta-feira (19), coincidirá parcialmente com a paralisação geral confirmada para quinta-feira pela poderosa CGT (Confederação Geral do Trabalho), que deverá paralisar a atividade do país.

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A greve dos trabalhadores marítimos afetou a atracação e desatracação de navios, o transporte de práticos e os serviços a embarcações, principalmente na área portuária de Rosário, um dos maiores centros de exportação agrícola do mundo.


“Esta ação visa defender nossos direitos trabalhistas e a estabilidade de nossos empregos”, afirmou a Fesimaf (Federação dos Trabalhadores Marítimos e Fluviais) em um comunicado à imprensa divulgado nas redes sociais.

A Câmara dos Deputados da Argentina deveria debater na quinta-feira o projeto de reforma trabalhista, já aprovado na semana passada pelo Senado, que enfrenta ampla rejeição dos sindicatos argentinos por flexibilizar as condições de contratação, reduzir as indenizações por demissão, limitar o direito à greve e permitir jornadas de trabalho mais longas.


Além das greves anunciadas por diversas entidades, o SOEA (Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Processadora de Oleaginosas) de San Lorenzo, o polo agroexportador localizado ao norte de Rosário, onde se concentra a maioria das usinas de processamento de soja do país, aderiu à greve na quarta-feira.

O SOEA também aderiu às greves anunciadas por diversos sindicatos. “Condenamos veementemente essa suposta modernização que busca apenas legalizar a erosão dos direitos trabalhistas”, declarou o SOEA em um comunicado à imprensa.


A Argentina é a maior exportadora mundial de óleo e farelo de soja.

O governo Milei considera as greves recorrentes um problema que afeta a produtividade da Argentina.

“As greves não são neutras para a atividade econômica. Quando o transporte e os portos são afetados, o impacto vai além do dia de trabalho perdido. A Argentina depende de sua capacidade de exportação para manter o fluxo de divisas”, disse Ion Jauregui, analista da consultoria ActivTrades.

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