Internacional Grupo extremista sequestra mais de 200 meninas na Nigéria

Grupo extremista sequestra mais de 200 meninas na Nigéria

Líder do Boko Haram promete "vendê-las" e "casá-las", como punição pela “educação ocidental”

Grupo radical sequestra mais de 200 meninas de escola na Nigéria

Acima, uma das poucas imagens divulgadas das estudantes depois do sequestro

Acima, uma das poucas imagens divulgadas das estudantes depois do sequestro

REUTERS/Boko Haram handout via Reuters TV

Mais de 200 estudantes nigerianas foram sequestradas pelo grupo islâmico radical Boko Haram na noite do dia 14 de abril. As meninas foram levadas de uma escola-internato na cidade de Chibok, no nordeste da Nigéria.

Nos primeiros dias que se seguiram ao sequestro, mais de 50 meninas conseguiram escapar do grupo. No entanto, a maior parte delas permanece desaparecida.

Acredita-se que elas tenham sido levadas para a floresta de Sambisa, uma área remota e muito arborizada, que fica próxima à fronteira com Camarões, o que significa que as meninas podem ter sido levadas a países vizinhos, como o Chade ou Níger em algum momento dos últimos meses.

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Cerca de um mês após o crime, o líder do grupo, Abubakar Shekau, divulgou um vídeo no qual prometeu tratar as jovens como "escravas", "vendê-las" e "casá-las" à força, como punição pela “educação ocidental”, que estavam recebendo.

A estudante de Relações Internacionais Ify E., nigeriana que mora na Alemanha chegou a criar uma campanha para conscientizar o  mundo sobre o sequestro das jovens. As frases "Bring Back Our Girls" (Traga de volta nossas garotas, em tradução) e "Real Men Don't Bur Girls" (Homens de verdade não compram meninas, em tradução) foram divulgadas por dezenas de personalidades no mundo. 

Até mesmo a primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, publicou sua foto em uma rede social.

O nome do grupo de militantes islâmicos se traduz como "educação ocidental é um pecado". Eles se opõem à educação das mulheres.

Sob a sua versão da lei islâmica, as mulheres não devem aprender a ler e escrever, mas ficar em casa para criar os filhos e cuidar de seus maridos.

Mohammed Yusuf fundou o Boko Haram há 12 anos, como parte de seu impulso para um Estado islâmico puro na Nigéria. Desde que a polícia matou em 2009 o líder do Boko Haram, Mohamed Yusuf, os radicais mantém uma sangrenta campanha que já deixou mais de 3.000 mortos.

Seus alvos incluem edifícios governamentais, quartéis de polícia, escritórios de jornal, mercados de aldeias, igrejas e mesquitas.

Seu objetivo é impor uma aplicação mais rigorosa da lei islâmica em todo o país mais populoso da África, que é dividido entre um norte de maioria muçulmana e um sul principalmente cristão.

O Boko Haram já havia sequestrado outras mulheres e meninas antes. Algumas das vítimas são levadas para serem obrigadas a se casar com os membros do grupo, realizar serviços domésticos, além de serem forçadas a ter relações sexuais.

Relembre os casos de sequestro que comoveram e chocaram o Brasil e o mundo, abaixo: