Grupo Wagner: mercenários russos se reinventam para praticar sabotagem na Europa
Missões dos agentes recrutados incluem cometer incêndios, vandalismo e atos de desinformação nos países-membros da Otan
Internacional|Do R7
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Os serviços de inteligência da Rússia estão usando o grupo militar privado Wagner para organizar operações de sabotagem em toda a Europa. Agora, ao invés de recrutar combatentes para o campo de batalha, essa rede está focada em alistar europeus em situação de vulnerabilidade econômica para cometer incêndios criminosos, vandalismo e atos de desinformação dentro dos estados-membros da Otan.
Segundo fontes da inteligência ocidental ouvidas pelo jornal Financial Times, as estruturas do Wagner foram integradas à Diretoria Principal do Estado-Maior da Rússia (GRU) após a morte do líder do grupo, Yevgeny Prigozhin, em 2023.
As missões dos agentes recrutados pelo grupo Wagner sob ordens do GRU variam de incendiar carros de políticos ou armazéns onde são armazenadas mercadorias destinadas a apoiar a Ucrânia, até fingir ser agitadores nazistas.
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Recrutamento
O recrutamento de agentes é feito principalmente por meio de redes sociais, como canais do Telegram.
“Os agentes usados pela Rússia geralmente são jovens, muitas vezes recrutados online. Eles não são espiões. Normalmente, também não tinham vínculos prévios com a Rússia. São pessoas com mobilidade, frequentemente motivadas exclusivamente por dinheiro e totalmente descartáveis”, disseram autoridades ocidentais ao jornal.
Os serviços russos tentam inserir pelo menos dois intermediários entre o recrutador do Wagner e os voluntários em uma estratégia de ter a possibilidade de negar envolvimento nos crimes, caso o mercenário seja flagrado ou capturado. Pessoas comuns da população local têm capacidade significativamente reduzida de guardar segredos, analisam as fontes da inteligência ocidental.
O que é o grupo Wagner
O Grupo Wagner desempenhou um papel significativo na guerra na Ucrânia, mas sua posição enfraqueceu após a rebelião de seu fundador, Yevgeny Prigozhin, em junho de 2023, que resultou em sua deposição.
O grupo paramilitar foi fundado em meados de 2014 e tem entre seus membros ex-soldados, prisioneiros, civis russos e estrangeiros. Esse tipo de força está presente em diversos conflitos por motivações étnicas, religiosas, políticas ou ideológicas.
No caso do grupo Wagner, os soldados são quase “reforços” para os militares russos e atuam em resistências ou insurgências. Seus membros tiveram importante papel nos avanços de Moscou na Ucrânia no início do conflito e também na resistência ao Exército de Kiev.
O grupo Wagner, uma força paramilitar conhecida por sua proximidade com a Rússia, perdeu seu líder. O chefe da organização mercenária, Yevgeny Prigozhin, estava em um avião particular que caiu na região de Tver, ao norte de Moscou, na Rússia, e matou t...
O grupo Wagner, uma força paramilitar conhecida por sua proximidade com a Rússia, perdeu seu líder. O chefe da organização mercenária, Yevgeny Prigozhin, estava em um avião particular que caiu na região de Tver, ao norte de Moscou, na Rússia, e matou todas as pessoas a bordo
Quem foi Prigozhin
Yevgeny Prigozhin, morto aos 62 anos, era conhecido há décadas como o “chef de Putin” devido aos contratos de fornecimento de alimentos de sua empresa de fornecimento de comida, a Concord, com o Kremlin.
Depois de cumprir uma longa pena de prisão na década de 1980, Prigozhin começou a vender cachorros-quentes e não demorou para que ele construísse uma participação em uma rede de supermercados.
Foi então que o mercenário abriu o próprio restaurante e empresa de catering, que ganhou reputação pela comida requintada e logo passou a receber dignatários da cidade, incluindo Vladimir Putin, vice-prefeito na época.
A relação, no entanto, se tornou conflituosa depois que Prigozhin rivalizou abertamente com o Ministério da Defesa sobre planos militares e suprimentos de munição. Em razão disso, ele se tornou um desafeto do presidente russo.
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