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Grupo Wagner: mercenários russos se reinventam para praticar sabotagem na Europa

Missões dos agentes recrutados incluem cometer incêndios, vandalismo e atos de desinformação nos países-membros da Otan

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Grupo Wagner, mercenários russos, está organizado para realizar sabotagens na Europa por meio do recrutamento de europeus em situação de vulnerabilidade.
  • A atuação do grupo inclui ações criminosas como incêndios e vandalismo, sob diretrizes da Diretoria Principal do Estado-Maior da Rússia (GRU).
  • Os recrutamentos ocorrem principalmente pelas redes sociais, visando jovens sem vínculos prévios com a Rússia, motivados por dinheiro.
  • Após a morte de seu líder, Yevgeny Prigozhin, a influência do grupo Wagner na guerra da Ucrânia diminuiu, mas sua estratégia de desinformação e sabotagem na Europa persiste.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Grupo Wagner foi criado por Yevgeny Prigozhin, que depois se tornaria desafeto de Vladimir Putin Reprodução/X/JamesPorrazzo

Os serviços de inteligência da Rússia estão usando o grupo militar privado Wagner para organizar operações de sabotagem em toda a Europa. Agora, ao invés de recrutar combatentes para o campo de batalha, essa rede está focada em alistar europeus em situação de vulnerabilidade econômica para cometer incêndios criminosos, vandalismo e atos de desinformação dentro dos estados-membros da Otan.

Segundo fontes da inteligência ocidental ouvidas pelo jornal Financial Times, as estruturas do Wagner foram integradas à Diretoria Principal do Estado-Maior da Rússia (GRU) após a morte do líder do grupo, Yevgeny Prigozhin, em 2023.

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As missões dos agentes recrutados pelo grupo Wagner sob ordens do GRU variam de incendiar carros de políticos ou armazéns onde são armazenadas mercadorias destinadas a apoiar a Ucrânia, até fingir ser agitadores nazistas.

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Recrutamento

O recrutamento de agentes é feito principalmente por meio de redes sociais, como canais do Telegram.

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“Os agentes usados ​​pela Rússia geralmente são jovens, muitas vezes recrutados online. Eles não são espiões. Normalmente, também não tinham vínculos prévios com a Rússia. São pessoas com mobilidade, frequentemente motivadas exclusivamente por dinheiro e totalmente descartáveis”, disseram autoridades ocidentais ao jornal.

Os serviços russos tentam inserir pelo menos dois intermediários entre o recrutador do Wagner e os voluntários em uma estratégia de ter a possibilidade de negar envolvimento nos crimes, caso o mercenário seja flagrado ou capturado. Pessoas comuns da população local têm capacidade significativamente reduzida de guardar segredos, analisam as fontes da inteligência ocidental.

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O que é o grupo Wagner

O Grupo Wagner desempenhou um papel significativo na guerra na Ucrânia, mas sua posição enfraqueceu após a rebelião de seu fundador, Yevgeny Prigozhin, em junho de 2023, que resultou em sua deposição.

O grupo paramilitar foi fundado em meados de 2014 e tem entre seus membros ex-soldados, prisioneiros, civis russos e estrangeiros. Esse tipo de força está presente em diversos conflitos por motivações étnicas, religiosas, políticas ou ideológicas.

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No caso do grupo Wagner, os soldados são quase “reforços” para os militares russos e atuam em resistências ou insurgências. Seus membros tiveram importante papel nos avanços de Moscou na Ucrânia no início do conflito e também na resistência ao Exército de Kiev.

Quem foi Prigozhin

Yevgeny Prigozhin, morto aos 62 anos, era conhecido há décadas como o “chef de Putin” devido aos contratos de fornecimento de alimentos de sua empresa de fornecimento de comida, a Concord, com o Kremlin.

Depois de cumprir uma longa pena de prisão na década de 1980, Prigozhin começou a vender cachorros-quentes e não demorou para que ele construísse uma participação em uma rede de supermercados.

Foi então que o mercenário abriu o próprio restaurante e empresa de catering, que ganhou reputação pela comida requintada e logo passou a receber dignatários da cidade, incluindo Vladimir Putin, vice-prefeito na época.

A relação, no entanto, se tornou conflituosa depois que Prigozhin rivalizou abertamente com o Ministério da Defesa sobre planos militares e suprimentos de munição. Em razão disso, ele se tornou um desafeto do presidente russo.

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