Logo R7.com
RecordPlus

Grupos terroristas estão mais perto de construir uma bomba atômica, alerta relatório

Segundo importante agência americana, países têm de agir para proteger material nuclear

Internacional|Do R7

  • Google News
Desentendimento entre grandes potências impede maior controle das armas
Desentendimento entre grandes potências impede maior controle das armas

A ONG NTI (Nuclear Threat Iniciative), com sede nos Estados Unidos, divulgou nesta semana um relatório que alerta para o perigo cada vez maior de materiais nucleares explosivos chegarem às mãos de grupos terroristas.

Tal situação os está deixando mais próximos de construir uma bomba atômica, no mínimo improvisada. Segundo o estudo, uma iniciativa diplomática concentrada é urgente, já que os esforços dos Estados Unidos para evirar o acesso dessas facções a esse tipo de armamento têm perdido fôlego.


O diretor executivo da ONG, Sam Nunn, ex-senador dos Estados Unidos, ressaltou, em Washington, a importância de uma ação conjunta de vários governos.

— Estamos em uma corrida entre cooperação e catástrofe e os líderes mundiais devem acelerar o passo.


Uma série de fatores contribuiu para a situação chegar a esse nível de perigo, segundo a agência. O esfriamento das relações entre Estados Unidos e Rússia é um deles. Some-se a isso, o financiamento inadequado, uma estagnação burocrática, um grau perigoso de descaso e a incompreensão do atual contexto por parte de algumas nações.

Mais de 2 mil testes nucleares já foram realizados no mundo desde 1945


Qual é o potencial de destruição da bomba H que a Coreia do Norte diz ter testado?

Demonstrando que há um descompasso entre as ações, Nunn destacou que vários países que não têm perfil nuclear estão esperando em vão sugestões dos Estados Unidos e da Rússia. Ambos, porém, em vez de buscarem o entendimento diplomático, estão eles mesmos atualizando seus arsenais nucleares.


— (Enquanto isso) ataques brutais e ações do Estado Islâmico, a Al Qaeda, do Boko Haram e outras organizações estão aumentando, elevando a possibilidade de um terrorismo nuclear catastrófico, se esses terroristas, ou outros, tiverem o controle perigoso de materiais nucleares. E, claro, é isso que o mundo deve impedir.

Putin ameaça usar armas nucleares contra o Estado Islâmico

Fundada em 2001, a NTI é uma instituição representativa na política internacional. Ajudou na elaboração e desempenhou um papel de liderança ao dar suporte aos esforços de segurança nuclear americanos na década que se seguiu ao fim da Guerra Fria (1945-1991). 

Em relação ao tema, a agência se manifestou em novembro, por meio de relatório, alertando sobre a falta de informação a respeito de uma quantidade significativa de urânio altamente enriquecido (próprio para uma bomba nuclear) que a Rússia ainda manteria em seu arsenal.

Terceira avaliação

A NTI, nessa que é a sua terceira avaliação desde 2011, divulgou um ranking dos países que melhor protegem seu material nuclear. A Austrália ficou em primeiro e a Coreia do Norte, em último. Há uma preocupação em relação à Índia, que ficou em 21º lugar, e à África do Sul, a 16ª, cujas atividades para garantir a segurança de seu material nuclear já foram criticadas pela agência recentemente. O Japão (12º) melhorou alguns de seus procedimentos.

O aumento de estoque de material nuclear também é uma preocupação demonstrada no relatório. Segundo o estudo, Japão, Índia, Paquistão, Coreia do Norte, Reino Unido e Holanda estão incrementando a quantidade de substâncias que podem fazer parte de uma bomba atômica. Isso só aumenta a responsabilidade deles em manter esse material protegido. 

Outro empecilho que contribui para a ameaça é o fato de 80% dos explosivos nucleares ficarem sob controle de militares, que não estão incluídos nos acordos internacionais de segurança.

O documento também destacou que, entre os 47 Estados que possuem tecnologia nuclear com objetivos militares, pelo menos 20 não dispõem de um suporte de segurança cibernética capaz de impedir sabotagens e invasões de sistemas.

Assim, um eventual ataque a redes de centros nucleares poderia provocar tragédias de dimensão ainda maior à da usina de Fukushima, no Japão, que em 2011 teve três reatores derretidos, após terremoto, obrigando a evacuação de cerca de 300 mil pessoas da região, com um potencial de causar uma catástrofe.

Países islâmicos se unem para combater terrorismo

Entre os países que demonstraram eficiência na proteção contra ciberataques a sistemas nucleares, Estados Unidos, Canadá, Rússia, Bielorrússia, Reino Unido e França estão entre os que receberam máxima pontuação no estudo.

Conheça o R7 Play e assista a todos os programas da Record na íntegra!

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.