Guerra entre Paquistão e Afeganistão pode escalar e envolver ‘gigantes’, alerta professor
Leonardo Trevisan explica que conflito tem razões estritamente religiosas e uma grande diferença de poderio militar entre os dois lados
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O Paquistão declarou guerra aberta contra o Afeganistão nesta sexta-feira (27), após a realização de ataques durante a madrugada em Cabul, capital do país vizinho. A ofensiva destruiu alvos militares e depósitos de munição, sendo uma resposta a ataques feitos pelo Talibã, o grupo extremista que governa o Afeganistão atualmente.
Horas antes, houve uma intensa troca de tiros entre os dois exércitos na fronteira que divide os países; ao menos 18 pessoas morreram. Com o risco de a tensão se espalhar por toda a região, o vizinho Irã já se ofereceu para tentar um acordo de paz e frear a violência.

Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), explica que a tensão entre os dois países não é algo novo. Com a presença de diversos grupos extremistas na fronteira, como o Estado Islâmico, ele destaca que o estopim da guerra foi a sequência de atentados realizados recentemente na região.
“Dentro do Paquistão, para falar português assim bem claro, o nosso limite, a área paquistanesa, as Forças Armadas paquistanesas, abre aspas, perderam a paciência com esses ataques e revidaram. Então, hoje pela manhã, já o porta-voz do Talibã em Cabul, dada a diferença militar entre eles, pediu diálogo”, analisa.
A situação gera apreensão global, tanto pelo poderio militar do Paquistão, que possui até bomba atômica, como pelos possíveis desdobramentos para conflitos internos e externos na vizinhança. Por essa razão, Trevisan aponta como a rápida movimentação de países como Irã, Omã e Arábia Saudita, além da China, que possui relações com os dois países, mostra a importância da paz entre os dois lados.
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Em entrevista ao Alerta Brasil desta sexta-feira (27), o professor ressalta que outra preocupação na região é a Índia, principal rival do governo paquistanês, principalmente pela questão da Caxemira — território que gera conflito há anos. Com uma possível falta de moderação e encaminhamento para um conflito regional, o internacionalista alerta para uma entrada de Nova Delhi na guerra.
“Quando você olha para isso, há uma possibilidade, sim, de você deflagrar guerras com gigantes. Aqui é uma guerra menor, o Afeganistão tem potência militar menor, o Paquistão tem maior, mas se isso se degenerar numa situação, a Índia vai querer aproveitar para atacar, conclui Trevisan.
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