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Guerra entre Paquistão e Afeganistão pode escalar e envolver ‘gigantes’, alerta professor

Leonardo Trevisan explica que conflito tem razões estritamente religiosas e uma grande diferença de poderio militar entre os dois lados

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Paquistão declara guerra aberta ao Afeganistão após ataques em Cabul.
  • Conflito resultou na morte de pelo menos 18 pessoas em troca de tiros na fronteira.
  • Irã se oferece para mediar um acordo de paz e evitar a escalada da violência.
  • Preocupação com a possibilidade da Índia aproveitar a situação para atacar, aumentando a tensão regional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Paquistão declarou guerra aberta contra o Afeganistão nesta sexta-feira (27), após a realização de ataques durante a madrugada em Cabul, capital do país vizinho. A ofensiva destruiu alvos militares e depósitos de munição, sendo uma resposta a ataques feitos pelo Talibã, o grupo extremista que governa o Afeganistão atualmente.

Horas antes, houve uma intensa troca de tiros entre os dois exércitos na fronteira que divide os países; ao menos 18 pessoas morreram. Com o risco de a tensão se espalhar por toda a região, o vizinho Irã já se ofereceu para tentar um acordo de paz e frear a violência.


Tela com visão aérea em tons de cinza de uma área urbana, tem uma mira no centro. Há um grande buraco escuro no solo após uma explosão, cercado por construções ao redor. Na parte superior da imagem aparece o texto “Airstrikes at Kabul”, e no canto superior esquerdo há a data “27-02-2026”.
Ataques foram registrados em diversos pontos do Afeganistão Reprodução/Record News

Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), explica que a tensão entre os dois países não é algo novo. Com a presença de diversos grupos extremistas na fronteira, como o Estado Islâmico, ele destaca que o estopim da guerra foi a sequência de atentados realizados recentemente na região.

“Dentro do Paquistão, para falar português assim bem claro, o nosso limite, a área paquistanesa, as Forças Armadas paquistanesas, abre aspas, perderam a paciência com esses ataques e revidaram. Então, hoje pela manhã, já o porta-voz do Talibã em Cabul, dada a diferença militar entre eles, pediu diálogo”, analisa.


A situação gera apreensão global, tanto pelo poderio militar do Paquistão, que possui até bomba atômica, como pelos possíveis desdobramentos para conflitos internos e externos na vizinhança. Por essa razão, Trevisan aponta como a rápida movimentação de países como Irã, Omã e Arábia Saudita, além da China, que possui relações com os dois países, mostra a importância da paz entre os dois lados.

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Em entrevista ao Alerta Brasil desta sexta-feira (27), o professor ressalta que outra preocupação na região é a Índia, principal rival do governo paquistanês, principalmente pela questão da Caxemira — território que gera conflito há anos. Com uma possível falta de moderação e encaminhamento para um conflito regional, o internacionalista alerta para uma entrada de Nova Delhi na guerra.


“Quando você olha para isso, há uma possibilidade, sim, de você deflagrar guerras com gigantes. Aqui é uma guerra menor, o Afeganistão tem potência militar menor, o Paquistão tem maior, mas se isso se degenerar numa situação, a Índia vai querer aproveitar para atacar, conclui Trevisan.

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