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Guerra na Ucrânia faz 4 anos com milhares de mortos e sem perspectiva de paz

Baixas militares se aproximam da marca de dois milhões de soldados, somando mortos, feridos e desaparecidos

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A guerra na Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro de 2022, já resultou em quase dois milhões de baixas militares e cerca de 15 mil civis mortos.
  • A Rússia é responsável pela maior parte das baixas, com quase 1,2 milhão, sendo 325 mil mortos; as forças ucranianas registraram cerca de 600 mil baixas, com 140 mil mortos.
  • Após quatro anos de conflito e sem perspectiva de acordo de paz, reuniões entre EUA, Ucrânia e Rússia em Genebra não resultaram em consenso.
  • O controle de áreas no leste da Ucrânia é um dos principais obstáculos, com a Rússia buscando manter domínio sobre regiões estratégicas e a Ucrânia recusando-se a renunciar a essas áreas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Conflito no Leste Europeu começou no dia 24 de fevereiro de 2022 Reprodução/RECORD NEWS

Desde o início da guerra na Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, o conflito no Leste Europeu se tornou um dos mais letais do período posterior à Segunda Guerra Mundial. O CSIS (Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais) estima que as baixas militares se aproximam da marca de dois milhões de soldados, somando mortos, feridos e desaparecidos. Já a ONU (Organização das Nações Unidas) contabiliza cerca de 15 mil civis mortos.

Segundo o levantamento do CSIS, a Rússia lidera o número de baixas militares, com quase 1,2 milhão, sendo 325 mil mortos. Já as forças ucranianas sofreram cerca de 600 mil baixas, com 140 mil mortos.

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Mesmo diante do número de fatalidades e da economia em declínio em ambos os países, ainda não há expectativa de um acordo de paz, segundo especialistas. Em entrevista à Record News, Uriã Fancelli, analista de relações internacionais, observou que Putin e Zelensky deixaram seus objetivos para enfrentarem uma batalha de resistência com altos custos.

Como começou a guerra na Ucrânia

Após meses de tensão e conversas diplomáticas que não avançaram, o governo russo passou a concentrar forças militares na fronteira com a Ucrânia, no fim de 2021. A invasão foi motivada por uma série de fatores que incluíam desde disputas antigas, como a influência da Rússia sobre o território ucraniano, até a aproximação de Kiev com a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

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Dias antes da ofensiva, o presidente Vladimir Putin reconheceu como independentes duas regiões separatistas no leste da Ucrânia e anunciou que autorizou uma operação militar para proteger ucranianos pró-Rússia que viviam nessas áreas.

Em 24 de fevereiro de 2022, forças russas cruzaram a fronteira e iniciaram ataques em diferentes pontos do território, dando início ao conflito armado de uma crise que se prolongava há meses. A princípio, acreditava-se que a operação duraria poucos dias. O objetivo de Putin era ocupar a capital da Ucrânia, no entanto, suas tropas entraram em embate com as ucranianas.

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Acordo de paz

Após quatro anos de guerra, quase duas milhões de baixas militares e cerca de 15 mil civis mortos, os países ainda conversam sobre um acordo de paz. Na última quarta-feira (18), representantes dos Estados Unidos, Ucrânia e Rússia se reuniram em mais uma rodada de negociações, em Genebra, na Suíça, mas deixaram o encontro sem um consenso para acabar com a guerra.

O presidente Zelensky acusa Moscou de não demonstrar disposição suficiente para avançar nas negociações, além de pedir uma participação maior de países europeus nas tratativas.

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Um dos principais obstáculos entre os países ainda é o controle de áreas no leste ucraniano. Enquanto o governo russo insiste em manter domínio sobre territórios estratégicos, a Ucrânia descarta renunciar a regiões que ainda administra.

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