‘Guerra tem consequências principalmente para a população civil’, diz especialista
Ataque contra o Irã atingiu uma escola e deixou 175 mortos; dentre as vítimas estavam crianças
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A foto de um menino iraniano se despedindo da mãe antes de sair para a escola e morrendo horas depois em um bombardeio repercutiu pelo mundo todo. Como consequência, quase todos os senadores democratas dos Estados Unidos assinaram uma carta solicitando uma explicação sobre o ataque que derrubou a escola no Irã.
Mikaeil Mirdoraghi, o garoto que acenava para sua mãe, foi uma das 175 vítimas presentes durante o ataque à escola iraniana, que, segundo os militares norte-americanos, foi um “erro mal calculado”, pois visavam bombardear uma base militar que ficava ao lado do colégio.

A correspondência enviada pelos senadores ao secretário de defesa dos Estados Unidos afirmava que os resultados da ofensiva foram horríveis e que nem o governo norte-americano nem o israelense tinham assumido a responsabilidade. Com uma solicitação de respostas até 18 de março, a carta questiona quais foram as medidas que os militares tomaram para prevenir e mitigar os danos civis e qual seria o papel da inteligência artificial nas operações.
“Uma guerra tem consequências principalmente para a população civil [...] Um míssil como esse tem uma precisão cirúrgica. Mas se você o joga em um mapa que está desatualizado, obviamente que ele vai causar estragos para a população civil, como o caso das crianças que foram mortas”, explicou o doutor em ciência política Bruno Pasquarelli, em entrevista ao Conexão Record News.
É sempre importante ressaltar que grande parcela da população iraniana, principalmente a porcentagem que reside em Teerã, não apoia o regime atual do país: “Ao bombardear especificamente Teerã, os Estados Unidos fazem com que essa população, em certo ponto progressista e contrária ao regime dos aiatolás, não apoie os Estados Unidos”, enfatizou o especialista.
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