Guerra vai apenas retardar a bomba nuclear iraniana, diz especialista
Vice-presidente dos EUA afirmou que Teerã deve fazer redução significativa no enriquecimento de urânio para encerrar conflito
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O vice-presidente dos Estados Unidos afirmou que o Irã deve fazer uma redução “significativa” no enriquecimento de urânio para encerrar a guerra. Em entrevista à agência de notícias Reuters, J.D. Vance afirmou que qualquer acordo de paz exige que o Teerã reduza a capacidade nuclear, em vez de oferecer garantias de futuras reduções nucleares. Vance questionou que, se o país afirma que não deseja uma arma nuclear, não precisa de combustível enriquecido a 60%.
O Irã e os Estados Unidos trocaram propostas nas últimas semanas com o objetivo de encerrar a guerra e reabrir o estreito de Ormuz. O vice-presidente afirmou que os EUA continuam abertos a um acordo, mas vão exigir concessões nucleares concretas do Irã, e que Washington ainda não tem certeza de quem toma as decisões em Teerã.
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Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (7), Ricardo Cabral, especialista em segurança e estratégia internacional, diz que não é possível afirmar qual o tamanho da infraestrutura nuclear iraniana. “O Irã, nos últimos 20 anos, não só diversificou, como colocou a sua produção em vários centros”, destaca. Ou seja, mesmo quando são atacados, outros pontos conseguem prosseguir enriquecendo urânio.
“O Vance tem razão. O uso medicinal, o uso para a geração de energia, o enriquecimento não passa de 4%. Quando você chega a esse nível de 60%, já se constroem bombas sujas, que nós chamamos ogivas nucleares sujas. E indo a 90%, é o convencional que nós usamos em ogivas nucleares plenas”, explica Cabral.
Segundo o especialista, “se não precisa disso tudo, se era uma questão de soberania, o ponto de vista já foi amplamente demonstrado, não precisaria disso. Então, é porque as intenções não são aquelas que as autoridades iranianas afirmam em público”.
Ainda segundo Cabral, a guerra vai apenas retardar a bomba nuclear iraniana: “Não tem outra alternativa para o Irã que não se nuclearizar. É o que aconteceu na Coreia do Norte”.
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