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Hamas reelege Meshaal como líder do grupo islâmico palestino

Internacional|Do R7

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Por Nidal al-Mughrabi

GAZA, 2 Abr (Reuters) - O grupo islâmico Hamas reelegeu nesta terça-feira o líder Khaled Meshaal, um político relativamente pragmático que já enfrentou críticas de radicais da Faixa de Gaza.

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Um diplomata na região disse que Egito e Catar fizeram intensa campanha pela recondução de Meshaal, que relutava em aceitar o cargo. A votação envolveu cerca de 60 líderes do Hamas, reunidos durante a noite no Cairo.

Nascido na Cisjordânia --território palestino ocupado por Israel--, Meshaal há décadas vive exilado. Como outros dirigentes do grupo islâmico, ele rejeita o direito de Israel a existir, mas desempenhou um papel vital nas negociações indiretas entre o Hamas e o Estado judeu que resultaram em uma trégua após oito dias de guerra, há quatro meses.

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No ano passado, Meshaal foi criticado por dirigentes do Hamas em Gaza por ter buscado uma conciliação com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, que pertence à facção rival Fatah, que tem apoio ocidental e exerce uma autoridade restrita a partes da Cisjordânia.

Em uma declaração sucinta, um dirigente do Hamas disse apenas que Meshaal havia sido reeleito na reunião do Cairo.

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O diplomata que falou à Reuters sob anonimato disse que o Egito e o Catar convenceram Meshaal a continuar no cargo porque o veem como "um moderado e um exemplo de um líder que viu o mundo de forma mais abrangente que outros radicais do grupo (instalados em Gaza)".

Meshaal deixou Damasco, onde o Hamas tinha uma sede, há cerca de um ano, depois que o movimento militante sunita rompeu com o governo de Bashar al-Assad, em decorrência da guerra civil síria.

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Em dezembro, Meshaal viajou ao Egito e de lá fez sua primeira visita a Gaza, onde disse num comício que jamais reconheceriam Israel, e que lutaria para "libertar a terra da Palestina polegada a polegada".

Outrora tratado como pária por muitos líderes árabes aliados dos EUA, o Hamas ganhou mais relevância na região depois das rebeliões árabes dos últimos anos, as quais deram origem a governos de matiz islâmica no Egito e em outros países.

Israel, os EUA e vários outros governos ocidentais qualificam o Hamas como um grupo terrorista, devido à sua recusa em reconhecer Israel ou renunciar à violência.

"Eu não diria que a Europa irá se abrir ao Hamas amanhã", disse o diplomata, acrescentando no entanto que "um verdadeiro engajamento com o Ocidente" é possível se Meshaal convencer seus colegas islâmicos a alterarem suas políticas.

O analista político palestino Hani al Masri disse que a reeleição de Meshaal mostra um desejo de mais moderação para a construção de pontes com o Ocidente, mas "isso não significa que Meshaal seja um homem que ergue a bandeira branca".

(Reportagem adicional de Ali Sawafta, em Ramallah, e Ahmed Jadallah Salem, em Dubai)

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