Hezbollah nega armazenamento de armas no porto de Beirute

Movimento sediado no Líbano disse que não tinha armas guardadas no depósito que explodiu e arrasou a zona portuária da capital do Líbano na terça

Sayyed Hassan Nasrallah negou acusações contra o Hezbollah em discurso na TV

Sayyed Hassan Nasrallah negou acusações contra o Hezbollah em discurso na TV

Al Manar via Reuters - 7.8.2020

O líder do Hezbollah negou nesta sexta-feira (7) acusações de que seu movimento tivesse armas armazenadas no porto de Beirute, no local onde ocorreu a megaexplosão da última terça e pediu uma investigação sobre a tragédia que atingiu a capital libanesa.

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Em um discurso televisionado, Sayyed Hassan Nasrallah chamou a explosão de terça de "um evento excepcional" que exige unidade e calma. O xiita Hezbollah, fortemente armado, tornará clara sua posição política depois que a poeira baixar, acrescentou.

Nasrallah elogiou a solidariedade e a ajuda que chegam de todo o mundo, incluindo uma visita do presidente francês, Emmanuel Macron. Ele disse que isso representa uma oportunidade para o Líbano, que já estava mergulhado em crise financeira.

Buscas continuam

As equipes de resgate estavam vasculhando os escombros para tentar encontrar alguém ainda vivo após a explosão de 2.750 toneladas de nitrato de amônio que matou 154 pessoas, feriu 5.000 e destruiu áreas da cidade mediterrânea.

O presidente Michel Aoun afirmou que a investigação examinará se a causa foi negligência, acidente ou interferência externa, como uma bomba. Autoridades disseram que o material explosivo foi armazenado de forma insegura por anos no porto.

O líder do Hezbollah — cuja facção é grande apoiadora do atual governo — perguntou por que o nitrato de amônio estava no porto, não importando a causa da explosão.

"Isso significa que parte do caso é absolutamente negligência e corrupção", disse ele.

Israel, que travou muitas guerras com o Hezbollah e é um Estado inimigo do Líbano, negou qualquer participação na explosão.

Veja fotos das buscas em Beirute