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Homossexuais marroquinos são condenados a até 3 anos de prisão

Homens foram acusados de "libertinagem, mediação na prostituição e homossexualidade"

Internacional|Do R7

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Seis pessoas foram condenadas no Marrocos a penas de até três anos de prisão por serem homossexuais, depois que o pai de uma delas apresentou uma denúncia à polícia.

Segundo disse nesta quinta-feira (15) à Agência Efe o advogado Ahmed Amin Chaabi, que atuou como parte civil contra os acusados, o Tribunal de Primeira Instância de Fqih Bensalah, centro do país, condenou na segunda-feira seis pessoas por "libertinagem, mediação na prostituição e homossexualidade" e, uma delas, também por embriaguez.

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Um primeiro jovem foi detido após ser denunciado por seu próprio pai e, quando estava depondo na delegacia, recebeu um SMS em seu telefone que permitiu deter os outros.

A prática da homossexualidade é expressamente condenada no Código Penal marroquino com penas de até três anos de prisão, além de grande reprovação social.

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Na semana passada, um grupo de ativistas pró-direitos humanos divulgaram um vídeo para condenar a homofobia no país, mas curiosamente não contava com nenhuma pessoa que se declarasse homossexual, tamanha a recriminação pública do tema.

A divulgação do vídeo levou o Partido Justiça e Desenvolvimento, de orientação islamita e à frente do governo marroquino, a pedir explicações ao ministro de Assuntos Islâmicos, Ahmed Tawfiq, que respondeu que a melhor maneira de enfrentar "esse tipo de questão" era "a sabedoria e a pregação". 

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